Terroristas matam mulher a pedradas

Mulher acusada de se casar com 11 homens

Túmulos recentes no cemitério de Sablale, no sul da Somália, onde uma mulher foi apedrejada nesta quarta-feira (Andrew Renneisen/Getty Images)

O grupo jihadista Al Shabab condenou e apedrejou até a morte em praça pública uma mulher que foi acusada de casar com 11 homens. O episódio ocorreu nesta quarta-feira na cidade de Sablale, ao sul da Somália, segundo a imprensa local.

Um juiz do grupo jihadista condenou a mulher por por adultério, afirmando que ela se casou com dez homens enquanto ainda era casada com outro. A sentença foi de apedrejamento público, segundo o jornal local Hiiraan, que cita um comunicado do Al Shabab.

A execução aconteceu na região de Shabelle, onde o grupo tem muita influência e controle, e foi presenciada por centenas de moradores.

Foi a segunda execução de uma mulher por apedrejamento em menos de um ano. Em outubro de 2017, outra mulher, de 35 anos, foi condenada por adultério e apedrejada em uma cidade da região vizinha de Jubbada Dhexe.

O Al Shabab desenvolveu nas zonas somalis sob seu controle um sistema judicial próprio, que aplica uma visão radical, violenta, estrita e ultraconservadora do que consideram ser a lei islâmica.

A organização jihadista, filiada desde 2012 à rede internacional da Al Qaeda, controla parte do território no centro e no sul do país e aspira instaurar na Somália um estado islâmico de corte wahhabista – um movimento islâmico ultraconservador sunita.

A Somália vive em um estado de guerra e caos desde 1991, quando caiu o ditador Mohammed Siad Barre. Desde então, o país está sem governo efetivo e em mãos de milícias radicais islâmicas.

Informações tiradas do VejaNotícias.

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