Segurança de shopping é afastado após impedir criança de comer em praça de alimentação

O caso aconteceu na segunda-feira (11) e a cena revoltou clientes do shopping. A refeição foi oferecida por um rapaz, que se sensibilizou com a situação da criança, que  vendia doces na rua e estava com fome

 

 

Um segurança foi afastado após impedir um menino de almoçar na praça de alimentação de um shopping em Salvador, na Bahia.

O caso aconteceu na segunda-feira (11) e a cena revoltou clientes do shopping. A refeição foi oferecida por um rapaz, que se sensibilizou com a situação da criança, que  vendia doces na rua e estava com fome. Mas o segurança não permitiu que o menino pegasse o prato de comida.

No vídeo, que viralizou nas redes sociais, é possível ouvir o segurança dizendo que só estava ‘fazendo seu trabalho’.

Revoltado, o cliente perguntou ao segurança: “E se fosse seu filho que estivesse com fome?”. O rapaz disse ainda que tinha direito de pagar o almoço para a criança. Indiferente, em determinado momento, o funcionário pegou a criança pelo braço e tentou retirá-la do estabelecimento.

A discussão durou mais de cinco minutos, até a chegada de um gerente, que permitiu que o menino pegasse a comida e se sentasse para comer no local.

O shopping publicou um comunicado pedindo desculpas e dizendo que a conduta do segurança não condiz com o treinamento recebido pelos funcionários.

 

Leia a íntegra da nota divulgada pelo shopping:

“O Shopping da Bahia vem a público pedir desculpas pelo ocorrido. A postura adotada não condiz com o treinamento recebido pelos funcionários, tanto que a atitude tomada pelo supervisor de segurança reforça o direito do cliente e o acolhimento com a criança. Reforçamos que nossa operação atua em alinhamento com órgãos de defesa dos direitos humanos, como o Conselho Tutelar e o Juizado de Menores. O empreendimento reforça ainda que, em seus 42 anos de história, sempre teve orgulho de manter uma relação de proximidade e respeito com seus clientes, valorizando a cultura e o povo da Bahia”.

“Reforçamos também que, neste momento, é necessário esclarecer diversos pontos que vem sendo abordados em torno do fato.

1 – Nossos seguranças recebem treinamentos periódicos, não apenas com conteúdo técnico, mas também conteúdo sobre o contexto social que vivemos. Em 2017, toda a equipe do empreendimento recebeu treinamento de autoridades nacionais em temas como racismo, diversidade e enfrentamento de temas de alta relevância para nossa operação. Entre os especialistas que estiveram com a nossa equipe, estão lideranças como o professor Hélio Santos, presidente do Instituto Brasileiro da Diversidade, e a vice-presidente do Fórum Nacional de Gestores LGBT, Bruna Lorrane.

2 – Não há e nem nunca houve nenhuma orientação para uma abordagem que fosse além de coibir ações de comércio informal e de pessoas (crianças e adultos) que tentam abordar clientes com pedidos de dinheiro, alimentos ou produtos. A decisão do cliente é soberana e tem que ser respeitada, sem nenhuma ação violenta ou que gere constrangimento. Atuamos em parceria diária com órgãos como Conselho Tutelar, Juizado de Menores, Instituto IRIS, Polícias Civil e Militar, e a orientação é sempre pelo cumprimento da lei e respeito aos direitos humanos;

3 – O shopping repudia qualquer acusação de racismo institucional, e temos orgulho da nossa relação com o povo de Salvador, suas matrizes culturais, étnicas e sociais.Encerramos, pedindo mais uma vez, desculpas e lamentando o ocorrido. As desculpas são direcionadas a todos os que se sentirem tristes e ofendidos com o fato, mas especialmente aos envolvidos e suas famílias”.

 

 

Tribuna Online

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