OAB do ES investiga captação ilícita de clientes para ação internacional contra Samarco

Ação é para indenizar os atingidos pelo desastre do Rio Doce após o rompimento da barragem da mineradora, em Mariana, e foi movida por um escritório da Inglaterra.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está investigando a captação ilícita de clientes em Colatina, na região Noroeste do Espírito Santo, para uma Ação Coletiva de indenização dos atingidos pelo desastre ambiental da Samarco por um escritório da Inglaterra, onde é sediada a BHP Billiton, uma das acionistas da mineradora.

Considerado o maior desastre ambiental do Brasil, o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, em Minas Gerais, completa três anos em novembro deste ano, e contaminou com rejeito de minério todo o Rio Doce, comprometendo atividades, como a pesca, e o abastecimento das cidades e vilarejos localizados ao longo do percurso do rio.

O motivo da investigação contra os responsáveis pela ação seria a mensagem por um aplicativo de celular que os moradores receberam. O texto informa que um escritório de advocacia da Inglaterra ingressaria com uma ação coletiva pedindo indenização para os atingidos. A data final para aderir ao processo seria na próxima sexta-feira (19).

Mensagem informando de ação é enviada por mensagem para moradores de Colatina  — Foto: Reprodução/ Whatsapp

Mensagem informando de ação é enviada por mensagem para moradores de Colatina — Foto: Reprodução/ Whatsapp

Apesar da mensagem dizer que a OAB estava ciente, o presidente da Ordem em Colatina, Dionísio Balarine, foi até o local onde os moradores estavam fazendo a adesão, no bairro São Braz, para apurar e negou que soubesse da ação.

“A OAB não tem conhecimento de nada. É importante que a população saiba que a OAB não sabe de nada disso. A Ordem no Espírito Santo não tem nada a ver com isso. Quando tem ato de propaganda ilícita tem que fazer uma advertência. Eu fiz a advertência e a princípio eles não paralisaram. Agora eu vou fazer um relatório e encaminhar para o Conselho de Ética”.

A advogada responsável pelo caso disse que os advogados da ação não divulgaram nada nas redes sociais e que as pessoas tiveram conhecimento da ação através dos líderes comunitários dos bairros do município.

O presidente de uma associação de moradores de Colatina Ademir Freitas disse que ajudou a fazer a divulgação com a ajuda dos moradores do bairro.

“Como surgiu essa oportunidade de fazer esse cadastro e ganhar um pouco a mais em uma ação nacional, junto com um escritório internacional, nós achamos por bem falar com as pessoas”, explica.
Fonte: G1 ES/Foto: Wando Fagundes/ TV Gazeta
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