Quando 13 Reasons Why foi lançada na Netflix, em março deste ano, muita gente criticou o fato de que a série retratava muito cruamente algumas doenças mentais como a depressão. Teve até quem dissesse que a série “incentivava” a prática do suicídio, já que ela mostrava a forma como a protagonista Hannah Baker (Katherine Langford) tinha tirado sua própria vida. Após a polêmica, a Netflix passou inclusive a incluir anúncios de alerta antes de cada episódio. Mas, infelizmente, a polêmica com a série voltou recentemente, após a morte de uma adolescente ser atribuída à série.

(Netflix/Divulgação)

Na última sexta-feira (15), um homem chamado John Herndon, que vive na Califórnia, deu uma entrevista ao site RadarOnline e contou que Bella, sua filha de 15 anos, se suicidou em abril após assistir à série produzida por Selena Gomez. Um pouco depois de sua morte, ele teria descoberto que sua filha fez uma maratona de 13 Reasons Why e, por isso, ligou os pontos do que aconteceu.

John contou também que procurou Selena e pediu que ela “parasse de apoiar a série e fizesse a Netflix desistir da segunda temporada”, mas a cantora, atriz e produtora não o respondeu. “Selena Gomez e a Netflix precisam entender que nem todo mundo vai lidar bem com isso. Algumas pessoas que estão lidando com a depressão poderiam ser afetadas. A série pode pegá-las no momento errado, criando o que os especialistas chamam de efeito gatilho”, explicou o homem.

De fato, a série trata de assuntos sérios com muita abertura, mas justamente por retratar a realidade tão bem, ela mostra o que nossas ações podem causar. No Brasil, por exemplo, os pedidos de ajuda sobre suicídio no CVV (Centro de Valorização da Vida) aumentaram 100% graças à série.

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