5 gráficos para entender a guerra comercial entre China e EUA

Batalha comercial entre os dois países – que parecia estar chegando ao fim – se intensificou subitamente com novas ameaças de aumento de tarifas

A guerra comercial entre os EUA e a China – que parecia estar chegando ao fim – se intensificou subitamente com a ameaça de novas tarifas por ambas as partes.

O presidente americano, Donald Trump, prometeu na sexta-feira, 10, mais que dobrar as tarifas sobre US$ 200 bilhões em mercadorias chinesas e introduzir novas taxas “em breve”.

Nesta segunda-feira, 13, a China anunciou que retaliaria com imposição e aumento de tarifas sobre mais produtos americanos.

Os anúncios tiveram impacto global – o índice Ibovespa, da bolsa de valores de São Paulo, operou em forte queda ao longo do dia, com o dólar chegando a R$ 4.

Apesar do acirramento dos ânimos, os chineses dão prosseguimento às negociações comerciais com os EUA, que entram em seu segundo dia.

A ameaça do presidente dos EUA de elevar as tarifas acontece em meio a alegações de que Pequim está tentando voltar atrás em um acordo comercial.

As duas maiores economias do mundo já impuseram tarifas sobre bilhões de dólares em mercadorias uma da outra.

Uma escalada maior na disputa comercial pode renovar as incertezas de empresas e consumidores, prejudicando a economia mundial.

Abaixo, algumas questões centrais na disputa comercial entre EUA e China:

1 – Como o déficit comercial dos EUA cresceu?

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Os EUA, que acusam a China de práticas comerciais injustas, lançaram uma guerra comercial contra a China no ano passado.

Os americanos não só acusam os chineses de roubar propriedade intelectual, como querem que Pequim faça mudanças em suas políticas econômicas – que, segundo Washington, favoreceria injustamente as empresas nacionais por meio de subsídios.

O governo dos EUA também quer exportar mais para conter seu elevado déficit comercial de US$ 419 bilhões com a China.

O déficit comercial significa que as importações superaram as exportações de um país. Reduzir essa diferença é parte fundamental das políticas comerciais de Trump.

2 – Quais tarifas foram impostas até agora?

Os EUA impuseram tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses no ano passado. Pequim retaliou com taxas sobre US$ 110 bilhões em mercadorias americanas.

O aumento das tarifas de importação de 10% para 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses estava previsto para o início deste ano, mas foi adiado.

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Agora, Trump está dizendo que este aumento será colocado em prática, uma vez que as negociações com Pequim estão avançando “muito devagar”.

Além disso, ele prometeu impor “em breve” tarifas de 25% sobre outros US$ 325 bilhões em itens comprados da China.

3 – Quais produtos podem ser afetados?

A gama de produtos chineses atingidos pelas tarifas dos EUA desde o início da guerra comercial é abrangentes – de maquinário industrial a motocicletas.

Os EUA impuseram tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, incluindo peixes, bolsas, roupas e calçados.

Esses serão os itens atingidos se o aumento de tarifa de 10% para 25% for adiante nesta semana.

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A China acusa os EUA de iniciar a maior guerra comercial da história. E tem como alvo mercadorias americanas – de produtos químicos a legumes, verduras e bourbon.

Também tem visado estrategicamente as mercadorias produzidas em distritos de eleitorado majoritariamente republicano – do partido do presidente Trump – e itens que podem ser comprados em outros lugares, como a soja.

4 – A guerra comercial abalou o mercado?

A guerra comercial entre os EUA e a China foi uma grande fonte de incerteza para o mercado financeiro no ano passado. Essa incerteza pesou sobre a confiança do investidor em todo o mundo e contribuiu para perdas.

Em 2018, o índice Hang Seng de Hong Kong caiu mais de 13%, enquanto o Xangai Composto despencou quase 25%.

Ambos os índices apresentaram recuperação neste ano e subiram 12% e 16%, respectivamente, até agora.

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Para efeito de comparação, o índice Dow Jones Industrial Average, o principal da bolsa de Nova York, caiu quase 6% em 2018, e já apresenta alta de 11% neste ano.

A cotação da moeda chinesa, o renminbi, caiu mais de 5% em relação ao dólar americano no ano passado, antes de se estabilizar em 2019, segundo a agência de notícias Reuters.

5 – Que outras guerras comerciais estão acontecendo?

A guerra comercial entre os EUA e a China teve um efeito em cadeia sobre outros países e a economia global.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que a escalada da tensão comercial foi um fator que contribuiu para uma “expansão global significativamente mais fraca” no ano passado, quando reduziu sua previsão de crescimento global para 2019.

Alguns países também podem ser indiretamente afetados – especialmente aqueles que são parceiros comerciais importantes dos EUA ou da China – ou desempenham papéis importantes em suas cadeias de suprimento.

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A guerra com a China é parte de uma série de batalhas comerciais que os EUA travaram com outros países no ano passado.

Trump impôs tarifas sobre as importações do México, do Canadá e da União Europeia, para incentivar os consumidores a comprarem produtos nacionais. Todos esses países retaliaram, por sua vez, com tarifas sobre produtos americanos.

Fonte: R7

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