agência de classificação de risco Moody’s informou nesta terça-feira (6) que decidiu cortar a nota de crédito da BRF de Ba1 para Ba2, com perspectiva negativa – ou seja, com possibilidade de novo rebaixamento. A empresa está no centro da nova fase da operação Carne Fraca, iniciada na véspera.
A operação da Polícia Federal foi citada pela Moody’s na justificativa para o corte. A empresa é acusada de fraudes em laudos sobre presença da bactéria salmonela em alimentos. Na segunda-feira (5), foi preso o ex-diretor-presidente Pedro Andrade Faria, além de outras nove pessoas ligadas à empresa.
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Logo da BRF, em São Paulo (Foto: Reuters/Paulo Whitaker)
A agência citou ainda o mau desempenho da empresa nos últimos dois anos. Após perder mais de R$ 360 milhões em razão da deflagração da Operação Carne Fraca no ano passado, a empresa fechou 2017 com prejuízo de mais de R$ 1 bilhão.
Em 2016, a empresa já havia fechado no vermelho, com prejuízo de R$ 460 milhões. Em meio ao desempenho ruim pelo segundo ano consecutivo, a BRF enfrenta agora um impasse entre acionistas e membros do conselho da empresa.
No relatório divulgado nesta terça, a Moody’s alertou para o risco de as discussões em torno da investigação policial e da troca de comando atrasem a tomada de ações para melhorar o desempenho da BRF.
“Esperamos que as investigações [da Carne Fraca], juntamente com as discussões atuais entre os acionistas, possíveis mudanças no Conselho de Administração e na administração, serão uma distração em um momento em que o foco deve ser na execução”, disse a Moody’s.
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