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Home Coronavírus

OMS confirma mudança de nome da varíola dos macacos para “Mpox”

Nunes por Nunes
28 de novembro de 2022
em Coronavírus
Sintomas da doença incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão | Divulgação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou, nesta 2ª feira (28.nov), a mudança do nome da varíola dos macacos para “Mpox”. Segundo a entidade, a medida acontece após uma série de consultas com especialistas globais e ambas as nomenclaturas serão utilizadas simultaneamente por um ano, enquanto a “varíola de macaco” é eliminada.

“Quando o surto de varíola de macaco se expandiu no início deste ano, a linguagem racista e estigmatizante online e em comunidades foi observada e relatada. Em várias reuniões, públicas e privadas, vários indivíduos e países levantaram preocupações e pediram à OMS que propusesse um caminho a seguir para mudar o nome”, explicou a OMS.

Para chegar ao novo nome, a organização ouviu diferentes órgãos consultivos, com especialistas que representaram 45 países diferentes. Agora, o termo “Mpox” será incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID) e fará parte da versão oficial de 2023. O nome também poderá ser utilizado em outros idiomas, além do inglês.

“As considerações para as recomendações incluíram justificativa, adequação científica, extensão do uso atual, pronúncia, usabilidade em diferentes idiomas, ausência de referências geográficas ou zoológicas e facilidade de recuperação de informações científicas históricas”, defendeu a OMS, acrescentando que adotará o “Mpox” nos próximos comunicados.

A troca de nome da varíola dos macacos vinha sendo cobrada desde junho por integrantes da comunidade científica. No início do mês, mais de 30 cientistas, a maioria deles africanos, publicaram uma carta aberta exigindo que a nomenclatura “não fosse discriminatória e estigmatizante” devido a comentários preconceituosos nas redes sociais.

A doença foi descoberta por cientistas dinamarqueses, na década de 1950, em macacos enjaulados em um laboratório. Posteriormente, o vírus foi transmitido para seres humanos, resultando em sintomas como febre, dor de cabeça, calafrios, cansaço e erupções cutâneas.

Fonte: SBT

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