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Garoto de 12 anos foi deixado em cela de condenado por pedofilia com consentimento do próprio pai

Imprensa Redação por Imprensa Redação
5 de outubro de 2017
em Polícia

Foi temporariamente afastado da família, o garoto de 12 anos encontrado na cela de um condenado por pedofilia, na Colônia Agrícola Major César de Oliveira, em Altos, na Grande Teresina (PI). A decisão foi tomada pela juíza da infância e adolescência Maria Luiza de Moura Mello e Freitas, nesta quarta-feira (4).

O adolescente foi descoberto, neste domingo (1º), sem camisa e escondido debaixo da cama de José Ribamar Pereira Lima, de 65 anos, que cumpre pena por dois estupros de vulneráveis, em 2008 e 2009. O menino e os três irmãos menores estão em um abrigo de Teresina.

A juíza justificou que o menino e outros três irmãos “estão em situação de risco e vulnerabilidade social. Por isso ficarão em abrigos, afastados de seu lar, temporariamente. Fico me perguntando que tipo de sociedade é esta, que molesta e abusa de crianças”.

Em conversa no Conselho Tutelar de Altos, o adolescente admitiu que ele e os três irmãos costumavam visitar José Ribamar, de quem receberam diversos presentes. Contou ainda que ficou 16 horas na cela, até ser encontrado pelos agentes. “Além de dar presentes, o preso seria padrinho de um dos garotos e prometeu dar um celular para ele”, contou a conselheira tutelar Francisca Moura, à Folha de S. Paulo.

O pai das crianças ficou amigo de José Ribamar ao dividir cela com ele, enquanto cumpriu pena, também por estupro de vulnerável. Ele foi libertado há seis meses. Em depoimento, o genitor negou que tenha insistido para que o filho ficasse na cela. “Foi o menino que pediu para ficar com ele [o preso]. Eu deixei porque no outro dia ia trabalhar lá [no presídio]. Não sabia que ia dar o BO. Eu não sabia que ele era estuprador, ele me enganou e me disse que tinha apenas matado a mulher”.

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Tags: conselho tutelarPolicia

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