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Atos contra bloqueio de verbas da Educação são realizados em várias cidades do país

Nunes por Nunes
16 de maio de 2019
em Geral

Estudantes, professores e profissionais da educação participaram nesta quarta-feira, em mais de 200 cidades nos 26 estados do país e no Distrito Federal, de atos contra o bloqueio de verbas para a área anunciado pelo governo nas últimas semanas. Em todo país, em apoio ao movimento, universidades e escolas — públicas e particulares — tiveram paralisações. As polícias militares dos estados não estimaram o total de manifestantes. A UNE, uma das organizadoras da manifestação nacional, estima em 1,5 milhão o número de pessoas nas ruas.

Os atos começaram pela manhã em cidades como Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Salvador, e na parte da tarde no Rio e em São Paulo.

Em apoio ao movimento, universidades e escolas — públicas e particulares — paralisaram suas atividades. Na véspera dos protestos, parlamentares relataram que Bolsonaro teria recuado dos cortes na Educação , mas o governo, em seguida, negou.

Nos protestos, manifestantes realizam aulas públicas, demonstram suas pesquisas, entre outras ações. Os grupos entoam palavras de ordem e levam cartazes como protesto. Pelas redes sociais, é possível acompanhar a movimentação.

Na cidade de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, alunos da Uenf se reuniram e atearam fogo em pneus fechando o trânsito na Avenida Alberto Lamego, em sentido ao Centro da cidade. A Polícia Militar (PM) está no local.

No Rio, as manifestações contra os cortes de verbas nas instituições federais de ensino interditaram diversas vias no Centro do Rio de Janeiro. Os organizadores estimaram 200 mil participantes.

Os manifestantes ocuparam áreas da Avenida Presidente Vargas e da Praça XV. Trechos da Rua Primeiro de Março e da Avenida Rio Branco foram interditados. No início da noite, a marcha caminhava em direção à Central do Brasil. O percurso foi marcado por palavras de ordem como “Não é mole não, tem dinheiro pra milícia, mas não tem pra educação”, “Tira tesoura da mão e investe na educação”.

Algumas lideranças políticas como o vereador Tarcísio Motta, os deputados estaduais Flávio Serafini, Mônica Francisco e Dani Monteiro, todos do PSOL, participaram do ato, que segue pacífico. Quando um helicoptero começou a sobrevoar o protesto, manifestantes vaiaram e começaram a gritar “Ele não”.

Cartazes em referência à fala do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que classificou as universidades federais como “balbúrdia”, se espalham pelo ato. Algumas faixas também convocam os manifestantes para uma Greve Geral no dia 14 de junho.

Professores de diversas redes de ensino particulares foram dispensados do trabalho nesta quarta e engrossam o protesto.

Em São Paulo, A USP, a Unesp e a Unicamp confirmaram adesão ao movimento de paralisação de hoje. Em frente a um campus da USP, manifestantes protestaram com gritos de “Educação não é esmola, Bolsonaro tira a mão da minha Escola”.

Em São Carlos, alunos da UFSCar tomam as ruas durante protesto

Em São Carlos, alunos da UFSCar tomam as ruas durante protesto Foto: Reprodução/Uneoficial

Em São Carlos, uma manifestação de alunos da UFSCar também tomou conta de ruas no centro da cidade.

Em Viçosa, Minas Gerais, manifestantes se reuniram em uma manhã de chuva para protestar com gritos de “O Movimento unificou, é o estudante, o professor e o servidor”. Em Belo Horizonte, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), alunos já se concentram próximo a Escola de Medicina, para seguir em passeata pelas ruas da capital.

Alunos da Universidade Federal do Ceará (UFC) fazem ato em frente a Faculdade de Direito
Alunos da Universidade Federal do Ceará (UFC) fazem ato em frente a Faculdade de Direito Foto: Reprodução/Twitter

Há manifestação no Ceará, na Universidade Federal do Ceará, em frente ao prédio da faculdade de Direito.

Em Belém, uma aula pública ocorre como forma de protesto na Praça da República.

Em Belém, alunos se reúnem em uma aula pública
Em Belém, alunos se reúnem em uma aula pública Foto: Reprodução/Twitter

Há ainda manifestações no seguintes estados: Amazonas, Acre, Maranhão, Alagoas, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe, Bahia, Paraíba,Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Rio Gande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Redes Sociais

Os protestos foram convocados por entidades ligadas aos movimentos estudantis, sociais e também a partidos políticos e sindicatos.

Em março, um decreto estabelecia o contigenciamento de R$ 5,8 bilhões previstos para a educação. Já em abril, o MEC informou o bloqueio de 30% de verba de custeio para as universidades e institutos federais. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi convocado para sabatina na Câmara nesta quarta-feira para falar sobre os cortes.

Na última semana, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) a atingida pelo contingenciamento e informou ter suspendido as bolsas “ociosas” de mestrado e doutorado.

Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos. O bloqueio deverá voltar a ser valiado posteriormente.

No Twitter, a hashtag #TsunamidaEducação está em primeiro lugar como o assunto mais comentado na rede no país. A partir dela, são compartilhadas imagens e registros dos protestos pelo país e mensagens de apoio ao movimento. Internautas também estão usando #15M, em referência à data, para falar nas redes sobre a paralisação desta quarta-feira.

Fonte: Extra

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