Auxílio emergencial pode custar até R$ 50 bilhões ao governo federal, diz Lira

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), fez um pronunciamento no início da reunião com os governadores, no início da tarde desta terça-feira (2/3). Lira afirmou, dentre outras coisas, que as quatro parcelas do auxílio emergencial custarão, para o governo, entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões. Também garantiu que a vacinação será prioridade e que já existem R$ 20 bilhões assegurados para imunização da população, e que há margem para aumentar essa receita.

O presidente afirmou, ainda, que o fundo emergencial de combate à pandemia não irá furar o teto de gastos. Lira começou o pronunciamento destacando que o tema mais importante é a vacinação, que une os diferentes partidos. Ele também se comprometeu a pautar as matérias prontas e definidas como prioridade que tenham condições de serem levadas para a Câmara, e pediu que os presentes listassem as prioridades. E que definam “medidas que necessitam ser tomadas com urgência, por parte do Poder Legislativo, para que possamos superar o quanto antes esta segunda onda”.

“Me encontro aqui com a presidente da Comissão do Orçamento, deputada Flavia Arruda. Entendi que devia colaborar com vossas excelências neste momento de grande complexidade, através deste fórum que é o Congresso Nacional, e adiantar o que estou chamando de ‘Fundo Emergencial de combate à pandemia’, que é um conjunto de rubricas orçamentárias, uma espécie de mega rubrica orçamentária onde estarão destacadas todas as receitas que dizem respeito à pandemia, com o somatório de todos recursos”, disse.

Pedido de mobilização
Entre os pedidos que fez aos governadores, solicitou que mobilizem suas bancadas se surgir necessidade de alocação de novos recursos ao combate à pandemia. Pediu, também, que os chefes de Executivo estaduais convençam seus governadores a aplicarem toda a verba das emendas para mitigar os efeitos da pandemia.

“Estamos falando aqui neste fundo exclusivamente dos programas assistenciais e de saúde que possam beneficiar, com emendas parlamentares e com o Orçamento Geral da União. Mas nós sabemos que há outras fontes também via estatais, instituições financeiras estatais, bancos públicos que podem se somar a este esforço que não estão contabilizados aqui”, destacou o presidente da Câmara.

Lira terminou o pronunciamento pedindo união. “O Brasil já tem problemas demais. E a política não pode ser mais um deles. A política tem de ser parte da solução. Por isso estamos reunidos aqui. Para mostrar que a política é a arte da construção coletiva, da superação dos desafios apesar das diferenças. Esse é o nosso dever”, afirmou.

Fonte: Correio Braziliense

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