Bairro da Serra vive dia de insegurança com ônibus proibidos de circular e escolas fechadas

O bairro Planalto Serrano, na Serra, viveu uma segunda-feira (04) de insegurança. As escolas públicas e creches ficaram fechadas e os ônibus do Transcol foram proibidos de circular ou tiveram que alterar suas rotas na região.

Os coletivos pararam de circular nos blocos B e C depois de ameaças de apedrejamento e incêndio aos veículos. Um ônibus da linha 829 foi apedrejado e teve que ser recolhido. Ninguém ficou ferido.

A reportagem da TV Vitória/ Record TV estava no local e flagrou o momento em que passageiros tiveram que descer dos ônibus e terminar o trajeto a pé.

Foto: Reprodução TV Vitória

Aulas foram suspensas e os alunos foram liberados mais cedo para suas casas. Algumas escolas enviaram mensagens aos professores do período noturno de que não haveria expediente e que eles não precisariam ir ao bairro.

Abordagem policial teria motivado protestos desta segunda-feira

Na última sexta-feira (01), houve protesto e tiroteios na região. Um grupo fechou ruas, colocando fogo em objetos. A Polícia Militar e a Guarda Municipal de Serra foram acionadas e as equipes foram hostilizadas ao chegarem.

Segundo moradores, tudo foi motivado por causa de uma abordagem policial que teria agredido um homem, morador no Bloco C.

O policiamento teve que ser reforçado na região. Em vídeo, o secretário de Defesa Social da Serra, Joel Lyrio, afirma que já se completaram 15 dias de ocupação da Guarda Municipal em conjunto com a Polícia Militar, na tentativa de garantir o direito de ir e vir dos moradores e comerciantes.

Ceturb disse que mudança de rota dos coletivos foi feita por questão de segurança

Por meio de nota, a Ceturb  informou que por conta de ameaças de apedrejamento e tentativas de vandalismo por meio de incêndio, motoristas foram orientados, pela autoridade policial, que fez abordagens no local, a registrar um boletim de ocorrência e a ir apenas até a subida dos blocos B e C e retornar para garantir a segurança de usuários e trabalhadores do sistema.

Sobre o coletivo que teria sido danificado, a empresa responsável pelo coletivo disse que o veículo foi recolhido para a garagem.

O GVBus, por sua vez, informou à população que toda vez que um ônibus é apedrejado ou depredado ele precisa ser retirado de circulação para reparo, o que compromete o funcionamento normal do serviço.

Fonte: Folha Vitória

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