Canadá pede ao Irã que envie para França caixas pretas do avião abatido

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, pediu hoje a Teerã que envie para um laboratório na França as caixas pretas do avião de passageiros ucraniano que o Irã admitiu ter abatido acidentalmente em 08 de janeiro. “Apenas alguns países, como [é o caso da] França, têm os laboratórios capazes de fazê-lo [analisar o conteúdo das caixas pretas]”, afirmou o chefe do Governo canadense, citado pela agência France-Presse, adiantando que Paris já se ofereceu para ajudar.

O Irã abateu o Boeing 737 da companhia aérea Ukraine International Airlines (UIA), matando os 167 passageiros e nove tripulantes de várias nacionalidades, a maioria iranianos e canadenses (57), mas também ucranianos, suecos, afegãos, alemães e britânicos.

Apesar de recusar inicialmente o fato, Teerã reconheceu três dias depois que tinha provocado o acidente inadvertidamente, devido à situação de alerta no país na sequência da escalada de tensão com os Estados Unidos. O avião partiu da capital iraniana com destino a Kiev, capital da Ucrânia.

O laboratório francês “seria o lugar certo para enviar essas caixas e obter as informações corretas rapidamente”, prosseguiu Trudeau.

O primeiro-ministro do Canadá informou também que as caixas pretas “foram severamente danificadas”, sendo por isso “extremamente importante” que sejam examinadas com a maior brevidade possível.

“Os franceses já se ofereceram para fazer essa perícia. [Se o Irã concordar em enviar as caixas] a comunidade internacional pode estar presente durante o processo, incluindo especialistas canadenses”, frisou.

O pedido de Justin Trudeau às autoridades iranianas foi feito em simultâneo com o anúncio da assistência financeira de emergência, no valor de 25.000 dólares para os canadenses que perderam familiares no desastre aéreo.

Durante este anúncio, Trudeau reiterou que o Governo iraniano também deveria compensar financeiramente as pessoas afetadas pela queda do aparelho.

O acidente com o avião ucraniano ocorreu horas depois do lançamento de 22 mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque, numa operação de vingança pela morte do general iraniano Qassem Soleimani.

Fonte: Noticias ao minuto

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