Corrupção: esquema de desvios milionários em Prefeituras do ES e Bahia

Prefeita de Porto Seguro, prefeito de São Mateus e prefeito de Sooretama interligados por atuação de quadrilha especializada em fraudes nas Prefeituras do Espírito Santo e Bahia

A rede de corrupção envolvendo prefeituras do Espírito Santo, inclusive, interligada com prefeitura da Bahia, está em franco crescimento sob o guarda-chuva da impunidade. Nem as prisões da Lava Jato intimidam o esquema que, agora, atacam prefeituras pequenas e medianas, com uso de empresas de fachadas ou de laranjas.

A FOLHA DO ES denunciou semana passada empresas atuantes em desvio de recursos públicos linkando Porto Seguro (BA), São Mateus (ES) e Linhares (ES). A fonte da sustentação da matéria foram as denuncias de radialistas da rádio local baiana sobre desvio de milhões da mesma quadrilha ligando o prefeito de São Mateus, Daniel do Açai (PSDB) e a prefeita Cláudia Oliveira (PSD) em troca-troca de contratações de empresas laranjas para organização do carnaval.

O esquema também atinge o município de Sooretama -ES , de 21 mil habitantes, norte do Estado, divisa com Jaguaré, Linhares, Rio Bananal e Vila Valério, através da empresa Multiface que organizou os carnavais suspeitos de Guriri, São Mateus, e Porto Seguro (BA). O operador do negócio obscuro de milhões tem nome: Paulo Cesar Ferraz que tem procuração também da empresa BIO SANEAR que atuou em Linhares, trazida por ele da Bahia e, hoje, tem investida em Sooretama.

Paulo César Ferraz tem procuração de empresas para operar junto às prefeituras

O Ministério Público está em busca de ligar os pontos que envolve outras pessoas. É uma quadrilha sintonizada que trabalha com aquiescência dos prefeitos dessas Prefeituras. Paulo César é sócio informal de Honório Friso, dono GSF Transportes que financiou a campanha a prefeito de Sooretama, Alessandro Broedel (PSDB), e quem está pagando a “fatura” é povo local.

Os serviços de Limpeza Urbana e Shows e Eventos são as áreas mais visadas para atuação desses esquemas de desvios milionários por meio de empresas de fachada, com procurações de laranjas. As Câmaras Municipais aonde operam essas quadrilhas são poucos atuantes em fiscalizar e denunciar as subtrações criminosas do erário.

Fonte: folhadoes.com

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