Divisa com o Rio será monitorada por helicóptero, drones e 150 policiais por dia

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) apresentou em coletiva na manhã desta quarta-feira (21) detalhes do plano de contingência para a divisa com o Rio de Janeiro. O plano tem o objetivo de resguardar as divisas capixabas devido à intervenção militar no estado vizinho.

A coletiva contou com a presença do secretário da Sesp, André Garcia, do comandante da Polícia Militar, Nilton Rodrigues, e do chefe da Polícia Civil, Guilherme Daré.

O plano tem início nesta quinta-feira (22) e vai contar com 150 policiais atuando por dia, sendo 130 agentes da Polícia Militar e Polícia Civil e 20 agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF-ES), e 40 viaturas por dia. O monitoramento ao longo de 198 km de divisa vai contar ainda com um número grande de policiais da inteligência, contingente que não foi divulgado.

O monitoramento será feito com colaboração de forças nacionais do Exército, PRF e Polícia Federal, com serviços de inteligência, com helicóptero e 3 drones, pelas redes sociais, e terá 8 pontos de bloqueio em toda a divisa, sendo um localizado na BR-101. Os bloqueios terão abordagens aleatórias e abordagens direcionadas a partir de informações de inteligência.

Durante a coletiva, foi destacada a importância da troca de informações com inteligência de outros estados. A operação conta também com o apoio da concessionária Eco101, responsável pela BR-101 no Espírito Santo.

De acordo com a Sesp, pela Polícia Militar, participam da operação a Companhia Independente de Missões Especiais, Cavalaria, Batalhão de Polícia Militar Ambiental, Forças Táticas dos Batalhões, Companhia Especial de Operações com Cães e efetivos dos batalhões e companhias independentes que já atuam na região. Da Polícia Civil, participam o efetivo local, Grupo de Operações Táticas (GOT), Delegacia Especializada em Tóxicos e Entorpecentes (Deten), Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV).

O plano de contingência tem a previsão de durar dois meses e meio, com prazo podendo ser estendido, e vai custar R$ 2,5 milhões neste prazo.

As autoridades destacaram que a população não será prejudicada com falta de policiamento, pois será utilizado contingente de reforço e pagando policiais em folga.

Na quinta, André Garcia se encontra com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, em São Paulo para solicitar o retorno de policiais rodoviários federais que estão emprestados ao Rio.

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