Em Linhares três vereadores são suspeitos de manter “funcionários fantasmas”

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em três gabinetes da Câmara nesta quinta-feira

Três vereadores de Linhares foram alvo, nesta quinta-feira (26), de uma operação realizada pelo Ministério Público Estadual (MPES). A investigação, a partir de uma denúncia anônima, é para verificar a suspeita de funcionários fantasmas nos gabinetes de Tobias Cometti (PSDC), Estéfano Silote (PHS) e Jean Menezes (PRB).

Foram apreendidos controles de ponto e outros documentos nos gabinetes dos parlamentares. Ninguém foi preso. A operação foi realizada pela Promotoria de Linhares com apoio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

OUTRO LADO

O vereador Jean Menezes informou que, apesar da denúncia, ele não tem nenhum “funcionário fantasma” em sua equipe. “Passei todas as informações que o Ministério Público solicitou, assim como o RH também passou as informações. Coloquei-me à disposição da Justiça. Não tenho nada a temer e que a Justiça seja feita”, afirmou.

O advogado Cleylton Mendes, que atua na defesa dos vereadores Tobias Cometti (PSDC) e Estéfano Silote (PHS), afirmou que a acusação é “inverídica e incompleta”. Segundo ele, as pessoas que o MP aponta como “funcionários fantasmas” são, na verdade, assessores externos e chefes de gabinete, que não precisam bater ponto.

A defesa explicou que, pelo regimento interno da Câmara de Vereadores de Linhares, esses funcionários não são obrigados a bater ponto pois atuam nos redutos eleitorais dos vereadores, muitas vezes nos fins de semana ou fora dos horários comerciais.

Por meio de nota, a Câmara de Vereadores de Linhares informou que “sempre vai se posicionar favoravelmente ao esclarecimento de quaisquer fatos que venham a ser questionados.”

 

Continua depois da Publicidade:

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here