Filho mata pai com 23 facadas após pesquisar na internet como assassinar usando a lâmina

Um adolescente de 14 anos é suspeito de assassinar o pai de 48 anos na madrugada desta quarta-feira (12), em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. O garoto teria, inclusive, pesquisado na internet como matar uma pessoa usando uma faca.

Segundo a PM (Polícia Militar), o crime aconteceu no bairro Jardim Colonial por causa de uma briga de família. Os detalhes da discussão não foram descritos no boletim de ocorrência.

Quando os militares chegaram ao endereço, o garoto estava na rua na companhia de uma vizinha. O menino revelou que, durante a briga, ele e o pai se armaram com facas e que golpeou o homem em legítima defesa.

Violência

Ainda de acordo com a PM, o corpo da vítima foi encontrado em cima de um colchão. A televisão ainda estava ligada quando os policiais entraram na residência da família.

A perícia constatou 18 golpes nas costas, três na cabeça e dois no tórax. Já a faca achada ao lado do homem estava com a lâmina limpa e não apresentava sinais de uso.

O celular do garoto foi apreendido, assim como as duas armas brancas. O corpo foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) e a Polícia Civil vai investigar o crime.

Como acontece a punição em caso de adolescentes infratores?

  • Quando um adolescente comete um ato infracional (nome dado a crime quando o autor tem menos de 18 anos), ele é encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, caso haja uma na localidade, e não às delegacias de polícia.
  • Os pais são comunicados e, dependendo da gravidade do ato, o adolescente é liberado ou encaminhado a uma unidade de internação. O jovem pode ficar até 45 dias em internação provisória.
  • Geralmente, são internados jovens que cometem atos como homicídio, tráfico de drogas ou são reincidentes em crimes violentos. Atos menos graves podem ser convertidos em advertência, reparação de danos e prestação de serviços à comunidade.
  • Em até 45 dias, o adolescente é julgado em uma vara da Infância e Juventude. Comprovada a autoria do ato, o jovem sofre medidas socioeducativas (privação da liberdade, semiliberdade ou liberdade assistida).
  • A internação pode durar no máximo três anos e não tem um prazo mínimo predeterminado.

Com Agência Brasil

 

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