Funcionário dos Correios é condenado por desviar encomendas do aeroporto

Além de perder o cargo, Silas Rodrigues Amorim terá que devolver mais de R$ 605 mil à empresa

Funcionário dos Correios foi condenado por desviar encomendas do aeroporto de Vitória
Funcionário dos Correios foi condenado por desviar encomendas do aeroporto de Vitória / Foto: Gabriel Lordêllo/Arquivo

O funcionário dos Correios Silas Rodrigues Amorim foi condenado por improbidade administrativa. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF/ES) de desviar encomendas do centro de triagem do aeroporto de Vitória.  Na sentença, ficou determinado que, além de perder a função pública, Silas deverá devolver aos Correios o total de R$ 605.101,58, corrigidos desde 2015, referentes aos bens desviados, dano ao erário e multa civil.

Segundo o Ministério Público Federal, valendo-se de sua função na empresa, Silas Amorim apropriou-se de 64 encomendas de terceiros, em sua maioria celulares e equipamentos eletrônicos. Ele também desenvolveu um esquema de venda dos bens desviados, na qualidade de “fornecedor” de lojas de celulares ou mesmo em vendas a parentes e conhecidos, sem intermediação. Silas recebia os pagamentos por meio de transferências bancárias ou em espécie.

Em depoimento no decorrer do processo, Silas admitiu que desviou os bens. Imagens obtidas pelo MPF mostram, de forma nítida, a separação das mercadorias no centro de triagem e a realocação dos pacotes escolhidos em local fora do galpão. Ele chegou a ser preso em flagrante e diversos pacotes de encomendas também foram encontrados em sua residência.

Evolução patrimonial

Ainda de acordo com o MPF, de julho a dezembro de 2014, o funcionário teve uma evolução patrimonial desproporcional à sua renda bruta de R$ 4,5 mil, como funcionário dos Correios. No período, ele adquiriu dois veículos nos valores de R$ 67 mil e R$ 129,9 mil, e um imóvel de R$ 187.145,18, que foi parcialmente quitado.

Conforme informado pelas concessionárias, apesar de os carros terem sido adquiridos em nome da esposa de Silas, era ele quem conduzia as negociações e os pagamentos eram feitos em dinheiro ou por depósitos.

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