Funcionários do CEF 410 Norte pedem transferência após morte de professor

Após a morte do professor Odailton Charles de Albuquerque Silva, 50 anos, quatro funcionários do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 410, na Asa Norte, pediram transferência da unidade de ensino. A informação foi confirmada ao Correio por um dos trabalhadores que conseguiu mudar o local do emprego. De acordo com ele, que preferiu manter a identidade em sigilo, colegas de Charles ficaram com medo após a morte dele.
Uma das linhas de investigação da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) é de que o professor teria morrido após ingerir um suco oferecido por uma colega de trabalho. Os policiais não descartam que a vítima tenha sido envenenada. Depois do episódio, que aconteceu na quinta-feira (30/1), quatro funcionários teriam solicitado transferência à direção da escola.
“Professores que eram amigos dele pediram remanejamento. Ninguém quer ficar lá. Eu já comecei a trabalhar em outra unidade e outros três ainda estão tentando”, informou o funcionário. De acordo com ele, a expetativa dos colegas de trabalho é de conseguir a troca até o início do período letivo, na segunda-feira (10/2).
Charles faleceu na terça-feira (4/2), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). O colega de trabalho dele contou que o professor passou mal após ingerir um suco e que inclusive mandou mensagem para ele após consumir o líquido. “Meu amigo disse que estava com medo de terem colocado algo na bebida dele e que estava no banheiro passando mal. Depois disso, parou de responder e fiquei sabendo por outro funcionário que ele havia passado mal, tido convulsões e vomitado”, detalhou.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Educação, entretanto, não obteve retorno até a mais recente atualização desta publicação.

Substância de agrotóxico

Exames preliminares indicam que Charles teria morrido a partir da contaminação por um tipo de organofosforado, substância presente em inseticidas e agrotóxicos. Essa substância também é encontrada no veneno para rato conhecido como chumbinho.
A mulher do professor, Priscilla Santana de Lima Albuquerque, 39, registrou o boletim de ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). Ela relatou que o companheiro tinha consumido o suco oferecido por uma colega de trabalho e, cerca de 15 minutos depois, passou mal. Odailton teria enviado áudios pelo WhatsApp relatando o ocorrido.
Fonte: CB
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