HIV/Aids: você sabia que termos como “DST” não existem mais?

Desde 1988, 1º de dezembro é o Dia Mundial da Luta Contra a Aids. Nesta sexta-feira, você deve ter visto muita coisa sobre o assunto – mas sabia que algumas expressões comuns sobre o tema hoje são consideradas inadequadas por especialistas? A CAPRICHO conversou com a Dra. Anita Campos, infectologista e diretora médica da Gilead (empresa de biofarmacologia americana) para a América do Sul, para esclarecer as mudanças nos termos. De acordo com ela, as seguintes expressões não são mais aconselhadas:

(iStock/Reprodução)

1. DST – Doença Sexualmente Transmissível
O recomendado é usar IST (Infecção Sexualmente Transmissível). “Segundo o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das ISTs, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, ‘doença’ implica sintomas e sinais visíveis no organismo, enquanto ‘infecção’ refere-se a períodos sem sintomas”, explica. O termo também é utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
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2. Grupo de risco
O risco de infecção está relacionado ao comportamento sexual, não a um determinado grupo. Por isso, o mais correto é utilizar o termo ‘populações-chave’. “Além de favorecer o estigma e a discriminação, o uso de ‘grupo de risco’ causa uma falsa sensação de segurança em quem não pertence a ele”, diz.

3. Vírus do HIV
HIV vem de Vírus da Imunodeficiência Humana. Portanto, usar a expressão é uma redundância. Utilizar apenas “HIV” é suficiente.

A falta de preservativo ainda é a principal causa da HIV/Aids. (iStock/Reprodução)

4. Contaminado(a) com HIV
Deve-se usar “pessoa vivendo com HIV”, pois contaminação se aplica a objetos e equipamentos – seringa, por exemplo.

5. Doença mortal/Doença crônica
“‘Mortal’ causa medo, estigma e discriminação. E falar em crônica suscita a ideia de que a Aids, por ter tratamento, não é tão grave”, explica. O recomendado é Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS).

6. Vítima da Aids
‘Pessoa vivendo com HIV’ é o mais indicado. “Demonstra que o indivíduo vivendo com HIV pode viver bem e de forma produtiva”, Dra. Anita conclui. Isso, porém, não significa abrir mão da prevenção, ok?

Vale ficar atenta nessas mudanças, viu?

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