Homem é preso em Viana pela segunda vez em 48 horas por agredir a companheira

Um homem de 44 anos foi detido pela segunda vez, em um intervalo de 48 horas, pela Guarda Municipal de Viana. O motivo das duas prisões foi o mesmo: agressão contra a companheira.

O primeiro caso aconteceu na última quinta-feira (12). Na ocasião, um menino de apenas 12 anos, que mora próximo à residência do casal, ouviu os gritos da discussão e acionou a Guarda Municipal.

Após ser levado para a delegacia, o suspeito, que trabalha como descarregador de caminhão, foi autuado por injúria e ameaça. No entanto, ele teve a liberdade concedida durante a audiência de custódia.

No sábado (14), ele novamente foi detido, suspeito de agredir a companheira dentro de um supermercado. A Guarda foi acionada, mas, quando chegou ao local, o homem já havia fugido.

Minutos depois, a vítima novamente entrou em contato com os agentes, informando que o suspeito estava no quintal da casa dela, fazendo ameaças.

A Guarda foi à casa da vítima, mas o suspeito fugiu novamente. No entanto, os agentes o encontraram escondido dentro de uma borracharia da região.

Após ser liberado na quinta-feira, o suspeito precisava cumprir alguns requisitos, entre eles respeitar uma medida protetiva que a mulher havia conseguido contra ele, de não se aproximar ou ter contato com ela. Entretanto, as condições estabelecidas durante a audiência foram desrespeitadas pelo suspeito.

Ele foi novamente conduzido ao Plantão Especializado de Atendimento à Mulher (PEM). Segundo a Polícia Civil, ele foi autuado, em flagrante, por lesão corporal qualificada na forma da Lei Maria da Penha. Em seguida, foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana.

Ainda de acordo com a PCES, a vítima solicitou uma Medida Protetiva de Urgência (MPU). O procedimento será encaminhado para a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) de Viana.

Suspeito já havia sido preso por ameaça

O descarregador de caminhão já havia ficado preso entre agosto de 2020 e maio de 2021, por ameaçar a companheira. No entanto, os dois reataram o relacionamento e as confusões continuaram.

A relação, marcada por brigas e agressões, durou três anos. A mulher disse que até tentou levar o companheiro para a igreja, para que ele mudasse o comportamento agressivo, mas as tentativas foram em vão. Agora, a vítima afirma que pretende reconstruir a vida longe do agressor.

Fonte: Folha Vitória

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