Interventor federal que atuará no RJ foi um dos responsáveis pela segurança durante a Olimpíada

militar que ficará à frente das forças de segurança do Rio de Janeiro enquanto a intervenção federal durar no estado é o general Walter Souza Braga Netto, de 60 anos, do Comando Militar do Leste. O decreto foi assinado pelo presidente Michel Temer na tarde desta sexta-feira.

Braga, que nasceu em 11 de março de 1957, é um general de quatro estrelas – o posto máximo da carreira. Ele também foi um dos responsáveis pela coordenação da segurança durante a Olimpíada do Rio, em 2016, e já ocupou o serviço de inteligência do Exército e tem um perfil combatente.

O general também tem sido parceiro das forças auxiliares de segurança pública e é tido pela Polícia Civil fluminense como um colaborador dedicado. Braga também costuma receber representantes das forças de segurança no gabinete sem marcar na agenda.

General Walter Souza Braga Netto, durante entrevista após Temer assinar decreto de intervenção no RJ. (Foto: Reprodução/NBR)General Walter Souza Braga Netto, durante entrevista após Temer assinar decreto de intervenção no RJ. (Foto: Reprodução/NBR)

General Walter Souza Braga Netto, durante entrevista após Temer assinar decreto de intervenção no RJ. (Foto: Reprodução/NBR)

Carreira

Natural de Belo Horizonte (MG), Braga Netto assumiu o CML em setembro de 2016. Antes, era comandante da 1ª Região Militar (Marechal Hermes da Fonseca).

Ao longo de sua carreira, também foi chefe do Estado-Maior da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Comando Militar do Oeste, e comandante do 1º Regimento de Carros de Combate.

Durante a Olimpíada, foi coordenador-geral da assessoria especial para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do CML. Segundo o Ministério da Defesa, o general tem 23 condecorações nacionais e quatro estrangeiras.

O Comando Militar do Leste coordena as atividades do Exército nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, e estão sob suas ordens mais de 50 mil militares, de acordo com o ministério.

Intervenção

Com a intervenção federal na segurança, as Forças Armadas assumem o comando das polícias Civil e Militar no estado do Rio. Também podem serão comandados o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

A decisão ainda terá que passar pelo Congresso Nacional. A intervenção deve durar até 31 de dezembro de 2018, último dia do governo Pezão.

Durante a intervenção, a Constituição Federal não pode ser alterada, o que pode afetar o andamento a reforma da Previdência, que é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e tem votação marcada para a semana que vem.

A decisão foi tomada após reunião de emergência no Palácio da Alvorada, na noite de quinta-feira (15). A intervenção na segurança teve a anuência do governador Luiz Fernando Pezão.

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