Mãe morre um dia depois de perder bebê de oito meses segue o mistério

Viviane estava no oitavo mês de gestação, quando começou a passar mal, mas médico pediu que ela retornasse para casa; família acusa hospital de negligência

Uma mulher de 27 anos morreu no dia seguinte à perda do bebê que gestava havia oito meses. O caso ocorreu neste fim de semana, em São José do Calçado, região do Caparaó capixaba. A família de Viviane Moura acredita que houve negligência médica.

Segundo a mãe dela, Tânea Moura, as duas buscaram atendimento no Hospital Estadual São José do Calçado, na madrugada de domingo (26). “Eram 3h da madrugada. Ela estava vomitando, sentindo muita dor. O médico mal a examinou. Passou um remédio para cortar vômito e um para dor e disse que ela podia ir para casa. Perguntei se não teria de ficar internada, mas ele disse que não. Que era para eu buscar outro hospital, caso ela voltasse a sentir dor, pois ali não tinha obstetra”, contou a mãe.

Horas após ser liberada, por volta do meio-dia, Viviane retornou ao hospital. De acordo com a mãe, a filha, além de voltar a ter dores, começou a ter sangramento. “Outro médico plantonista atendeu ela muito bem. Falou que o caso dela era gravíssimo e que não era para ter liberado. Ela foi para cirurgia, mas o bebê já estava sem vida quando foi retirado.

Após sair do centro cirúrgico, Viviane foi hospitalizada na Unidade de Terapia Intensiva do hospital. “Cheguei a conversar com ela. No domingo, enquanto fazia o enterro do bebê, que era uma menina, o hospital ligou. Disseram que minha filha não tinha resistido por conta de ter perdido sangue e ter tido infecção. Estou muito revoltada. O médico podia ter feito alguma coisa por ela”, afirma a Tânea Moura.

A família disse que vai entrar na Justiça por considerar um caso de erro médico. Viviane Moura era mãe de três filhos, fez o pré-natal no município e não havia nenhum risco à gravidez, segundo a mãe. O corpo da jovem foi sepultado nesta segunda-feira (27).

INVESTIGAÇÃO

Em nota encaminhada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a direção do Hospital Estadual São José do Calçado disse lamentar os óbitos e informou que foi aberta auditoria para investigar o caso. O prazo para conclusão é de até 30 dias.

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