Mulheres com mais de 40 em busca de ser mamãe

Atualmente, no Estado, aproximadamente 50 mulheres nessa faixa etária estão fazendo fertilização in vitro para engravidar

Recentemente a cantora Ivete Sangalo anunciou que está grávida de gêmeas. Em entrevista, a cantora de 45 anos disse que tentou até o último momento engravidar pelo método tradicional, mas acabou recorrendo à fertilização in vitro e que havia congelado o óvulo antes.

Assim como Ivete, neste ano, aproximadamente 50 mulheres do Estado com mais de 40 anos passaram pelo mesmo procedimento para realizar o sonho de ser mãe.

Segundo o médico Jules White da clínica de medicina reprodutiva que leva seu nome, o número de mulheres que optam por engravidar mais tarde tem aumentado no Brasil e no Espírito Santo.

Essa escolha, segundo ele, é principalmente por conta da mudança na rotina de vida das mulheres.

“Hoje em dia as mulheres precisam trabalhar e estudar. Elas são uma parte importante da economia familiar, o que faz com que ela adie os planos de engravidar”, avalia o médico.

White acrescentou que não é impossível que uma mulher engravide naturalmente após os 40 anos, mas que as chances são menores.

“As chances de engravidar naturalmente a partir desta idade são de 3 a 5%. O ideal é que as mulheres que tenham chegado aos 33 anos e ainda não tenham a perspectiva de engravidar congelem os óvulos para que futuramente elas não tenham dificuldades ao passar pelo procedimento de fertilização in vitro”.

O médico Carlyson Moschen, do centro especializado de reprodução humana Unifert, disse que as mulheres devem ficar atentas quanto à idade.

Com a maturidade, segundo ele, além do percentual de reprodutividade feminina diminuir, uma gravidez poderá ser considerada de risco.

“Em uma gravidez mais madura, o parto pode ser prematuro, a mãe pode ter diabetes gestacional e também hipertensão da gravidez”, explica Moschen.

O médico acrescentou ainda que mulheres que engravidam nessa idade precisam de uma atenção especial durante os exames de pré-natal. “É para evitar complicações maiores”, explicou o especialista.

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