Padrinho de eleito em Fundão é investigado por propina

Anderson Pedroni fez campanha e terá influência na gestão de Pretinho Nunes

Pretinho Nunes (PDT) e Anderson Pedroni (PSD), políticos de Fundão

A Polícia Civil continua investigando o ex-prefeito interino de Fundão, Anderson Pedroni (PSD), por suspeita de pagamento de propina a vereadores. De acordo com fontes com acesso ao inquérito, que ainda está aberto, “provas contundentes” de irregularidades foram encontradas.

Pedroni apoiou o novo prefeito da cidade, Pretinho Nunes (PDT), na campanha e terá influência na gestão, de acordo com o próprio chefe do Executivo municipal.

Em fevereiro, Pedroni chegou a ser preso, mas foi liberado no dia seguinte. Todos os vereadores da Câmara tiveram que prestar depoimento à polícia. A suspeita: pagamento de propina por parte de Pedroni a eles para que fosse aprovado um texto que daria ao ex-interino a possibilidade de ter as contas de 2011 julgadas novamente pelos parlamentares.

Em 2011, ele foi o prefeito interino por duas vezes, num período de cerca de cinco meses. Atos praticados pela prefeitura naquele ano renderam a rejeição das contas dele, referentes àquele ano. Essa rejeição motivou o indeferimento da candidatura em 2016.

A ideia foi apresentada em janeiro, por um correligionário. Pretendia abrir novo prazo para defesa, alegando que foi cerceado no julgamento, ocorrido em 2015. Os vereadores chegaram a aprovar a proposta, mas a Justiça suspendeu a decisão, argumentando que o plenário não poderia suspender o ato da legislatura anterior.

Então, mesmo sendo o mais votado, Pedroni acabou barrado pela Justiça Eleitoral. Uma eleição suplementar foi marcada e realizada no último domingo (1º).

Procurada formalmente, a Polícia Civil não deu mais detalhes sobre o caso. Vários delegados trabalharam no caso, do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas (Nuroc) e da Delegacia Especializada de Crimes contra a Administração Pública (Decap).

Em nota, o Ministério Público do Estado (MPES) informou que a operação foi realizada pela polícia com “parecer favorável” do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Promotoria de Justiça de Fundão – ambos são estruturas do órgão ministerial. Informou também que “analisará os fatos” assim que as investigações forem concluídas.

Cabe ao MPES oferecer denúncia ou não, a partir das investigações iniciais da polícia.

PERSEGUIÇÃO

O advogado de Anderson Pedroni, Felipe Osório, afirmou que se passaram meses desde a operação e que “não encontraram nada”. Também disse não haver qualquer indiciamento. “Não concluíram o inquérito, extrapolando todos os prazos. Também não concluíram a perícia.”

Para o advogado, a prisão de Pedroni “foi completamente ilegal, tanto é que foi revogada pelo mesmo juiz no dia seguinte”. “Tenho muita tranquilidade de que será feita justiça. O que há é perseguição política. Confio na Justiça e na serenidade dos que estão investigando”, completou.

INFLUÊNCIA

Sem poder concorrer, Pedroni apoiou o candidato Pretinho Nunes na eleição de domingo. O pedetista era vice de Pedroni na eleição de 2016 e saiu vitorioso do pleito suplementar.

O prefeito eleito confirmou que “ouvirá” Pedroni na gestão. Além do apoio, Pretinho tem como vice a esposa de Anderson Pedroni, Alexsandra Pedroni (PSD), que participou de uma eleição pela primeira vez. Ela também disse que recorrerá à “experiência política” do companheiro.

Fonte: Gazeta Online

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