Pela terceira vez em uma semana, polícia fecha rinha de galos e apreende animais no ES

Pela terceira vez somente nesta semana, policiais militares descobriram um novo local onde há suspeitas de que rinhas ilegais de galo aconteciam.

No espaço, que foi descoberto nos fundos de uma casa no município de Barra de São Francisco, no Noroeste do Espírito Santo, foram apreendidos seis galos que estavam com as esporas cortadas, além de instrumentos como 60 esporas de acrílico e oito bicos de prata, que eram usados para equipar os animais nas lutas.

“São ferramentas que eles adaptam para esses animais lutarem até a morte porque eles machucam mais o animal”, detalhou o capitão Fabrício Pereira Rocha, comandante da Terceira Companhia Ambiental da Polícia Militar.

A apreensão aconteceu neste sábado (16), após uma denúncia anônima ter sido feita. Outros materiais, como buchas para cortejar galos, esparadrapos e serrinhas, que podem ter sido usadas para cortar as esporas dos galos, foram apreendidos.

O local continha 197 baias para o confinamento individual de galos e três tambores que são utilizados como arenas para o combate entre os animais, sendo dois deles em concreto armado e o outro em madeira. Além disso, também foram encontrados dois cadernos contendo registros de apostas que são feitas durante as rinhas.

De acordo com o capitão Fabrício, como o crime de maus tratos de animais possui pena inferior a dois anos, o proprietário do imóvel não foi preso. Ele assinou um termo circunstanciado, comprometendo-se a comparecer em juízo quando for chamado.

Esta é a terceira apreensão referente a rinhas de galo que ocorreu esta semana.

Também neste sábado, a PM descobriu um local no bairro Juara, na Serra, na Grande Vitória, usado para briga de galos. Mais de 60 animais foram apreendidos, muitos deles machucados. O dono do espaço foi preso.

Há uma semana, uma outra rinha de galos já havia sido fechada na comunidade de Córrego Sapucaia, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo.

“São crimes que estão muito ligados a questões culturais do interior. É difícil de polícia coibir porque, como eles acontecem muitas vezes em locais afastados ou nos fundos de residências, nós dependemos de informação para agirmos. Quanto mais denúncias chegam, mais fácil fica para nós monitorarmos e até fazermos um flagrante das brigas, salvando esses animais”, disse o capitão Fabrício.

Fonte: Site Vitória

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