Petrobras amplia investimentos para US$ 68 bilhões nos próximos 5 anos

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta 4ª feira (24.nov), o Plano Estratégico para os próximos cinco anos (2022-2026), com investimento previsto de US$ 68 bilhões, valor 24% superior ao mesmo período do plano anterior. Do montante total, 84% será destinado à exploração e produção de petróleo e gás natural.

Dentro da porcentagem, que equivale a US$ 57 bilhões, 67% serão voltados exclusivamente aos ativos do pré-sal. “Esta alocação está aderente ao foco estratégico da companhia, concentrando cada vez mais os seus recursos em ativos em águas profundas e ultraprofundas, onde tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos”, explica o documento da estatal.

A empresa espera que a produção do pré-sal represente 79% do total até 2026. A meta de produção global para 2022, incluindo petróleo e gás natural, é de 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O documento, que contém as diretrizes e metas da petroleira para o quinquênio, indica um aumento no volume de investimentos e na preocupação as práticas de Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG – sigla em inglês).

Em nota, o presidente da companhia, Joaquim Silva e Luna, informou: “Ampliamos nossa previsão de investimentos para os próximos anos e fazemos isso com extrema responsabilidade e diligência na alocação dos recursos”.

“A companhia mantém sua estratégia consistente de focar em projetos com pleno potencial de gerar recursos e contribuições para a sociedade brasileira”, disse o presidente da Petrobras.

Para o período está prevista a entrada em operação de 15 novas plataformas em seis campos, com mudança na estratégia de contratação de unidades afretadas por próprias em alguns dos projetos. A companhia manteve o plano passado de resiliência da carteira de investimentos de E&P, de maneira que todos os projetos considerados apresentam viabilidade econômica em cenário de preço do petróleo de US$ 35 por barril no médio e longo prazo.

A estatal anunciou ainda investimento de US$ 2,8 bilhões para redução e mitigação de emissões, incluindo investimentos em eficiência operacional incorporados nos projetos para mitigação das emissões (escopos 1 e 2), bioprodutos (diesel renovável e bioquerosene de aviação) e pesquisa e desenvolvimento.

O presidente da companhia disse que o plano reforça a importância de uma Petrobras forte, saudável e geradora de recursos. “Em 2021 são estimados mais de R$ 220 bilhões entre tributos e impostos recolhidos e dividendos pagos à União e demais entes federativos.

Vamos gerar cada vez mais recursos que não ficam retidos no caixa da companhia, mas retornam à sociedade sob a forma de tributos, dividendos e investimentos, com efeito multiplicador na geração de empregos e no crescimento da economia brasileira”, afirmou.

No horizonte do plano, estão previstos pagamentos de participações governamentais, tributos e dividendos à União que representam cerca de 58% da nossa geração de caixa operacional. Isso significa que grande parte da geração de caixa das nossas operações retorna ao nosso maior acionista, que é o Estado Brasileiro”, conclui o presidente Silva e Luna.

Fonte: SBT

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