Polícia do Rio investiga assassinato de escritor que fez livro sobre Marielle Franco

Polícia do Rio investiga assassinato de escritor que fez livro sobre Marielle Franco

Nove dias após o crime, a polícia do Rio de Janeiro ainda não sabe quem matou Leuvis Manuel Olivero, escritor dominicano que escreveu um livro sobre a vereadora assassinada Marielle Franco. De acordo com a DHC (Delegacia de Homicídios da Capital), as investigações estão em andamento para identificar a autoria dos disparos.

O crime aconteceu no dia 10 deste mês, quando Olivero caminhava na Tijuca, na zona norte do Rio. Segundo o RJTV1, da TV Globo, testemunhas dizem ter visto homens atirarem de dentro de um carro contra o escritor, que teria morrido na hora.

Nascido da República Dominicana, Leuvis vivia no Brasil havia 10 anos e era casado com uma brasileira, com quem tinha uma filha. No domingo (17), um protesto realizado por parentes e amigos cobrou celeridade na investigação do caso.

Para fazer o translado do corpo, amigos e familiares lançaram um financiamento coletivo que já angariou mais de US$ 18 mil (aproximadamente R$ 100 mil). No texto da campanha, eles dizem que o escritor era uma pessoa apaixonada pela vida. “Qualquer pessoa que tivesse a sorte de ter uma conversa sobre qualquer assunto, sairia com novos conhecimentos, quer você concordasse ou discordasse. Com ele, você sabia que iria receber uma opinião honesta porque esse é o tipo de pessoa que ele era.”

A morte de Leuvis tem gerado repercussão nas redes sociais. A vereadora Erika Hilton (PSOL-SP) disse que o caso precisa ser investigado de forma urgente. “O assassinato brutal de Leuvis Manuel Olivero, escritor e capoerista que escreveu sobre Marielle e fazia críticas a Bolsonaro é mais um assustador capítulo da nossa história que precisa urgentemente de investigação. Morto a tiros, por um carro, no Rio de Janeiro.”

Já a cineasta Petra Costa usou as redes sociais para dizer que a morte do escritor não teria sido um caso aleatório. “Leuvis Manuel Olivero, autor do livro sobre Marielle Franco, mostrava as ligações da milícia no crime da vereadora. Foi assassinado enquanto caminhava na rua, por tiros disparados de dentro de um carro. Isso não é mera coincidência.”

Com pouco mais de 90 páginas, o livro de Leuvis se debruça sobre o legado de Marielle por meio dos grafites feitos para homenageá-la nos muros do Rio.

A vereadora foi assassinada ao lado de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018. Marielle voltava para casa de carro após participar de um debate quando um carro emparelhou ao lado do dela e o ocupante começou a atirar. Ela foi atingida por quatro projéteis na cabeça, enquanto Anderson levou três tiros nas costas.

Pelo crime, foram presos os ex-policiais militares Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos, e Élcio de Queiroz, acusado de dirigir o carro. Ainda não se sabe, porém, quem mandou matar a vereadora.

Fonte: Noticias ao Minuto

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