Quadrilha especializada em roubo de carga é presa em Viana

Kelvin Briere Lyra, 22, Marcelo Gomes, 29 anos, e Ediclei Lucindo de Jesus, 25 anos, foram presos. A polícia agora procura Robson Barros Pinheiro, 31 anos. Fotos: Divulgação PC

Três jovens membros de uma organização criminosa especializada em roubo de carga de alimentos foram presos. A polícia ainda caça o quarto integrante da quadrilha, Robson Barros Pinheiro, 31 anos.

O titular da Delegacia de Roubo a Cargas, delegado Nilton Abdala contou que o chefe do bando é Kelvin Briere Lyra, 22 anos. Atuavam ao seu lado Marcelo Gomes, 29 anos, e Ediclei Lucindo de Jesus, 25 anos. Ele contou que o grupo agia há um ano na BR-101, em Viana, e cometeu assaltos em 13 de dezembro de 2016 e outras duas nesse ano, 3 de janeiro e 23 de maio.

“Eles acompanhavam a saída dos caminhões carregados das empresas, esperavam um ponto mais ermo, usavam moto para cerca o caminhão. Estavam armados com espingarda calibre 12 e pistola. Um deles ficava com o caminhoneiro, que era mantido encapuzado até que eles descarregassem o caminhão e repusessem em outro caminhão para a fuga”.

Marcelo foi o primeiro a ser preso, na quinta-feira, ele foi preso quando estava andando na rua. Já Kelvin e Ediclei foram presos hoje pela manhã. Todas as prisões ocorreram em Viana. A polícia pede denúncias para localizar Robson. Todos já tem passagem pelo crime de roubo. Eles foram indiciados por roubo e encaminhados ao presídio.

“Eles atuavam com bastante violência. Só liberavam o caminhoneiro depois de que a carga já estava longe. Eles sabem os pontos onde não tem câmeras na BR-101 para poder fazer as abordagens. Não sabemos os destinos finais das mercadorias, mas eles escolheram alimentos, pois é de fácil varejo”, contou o delegado.

Ele destacou que no Estado o cerco está cada vez mais fechado tanto para quem rouba cargas quanto para quem recepta a mesma. “Estamos atuando em conjunto com a da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). Existe uma legislação estadual, a 10.638/17, que caça Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) de quem compra mercadorias fruto de receptação. Se for apreendido pela polícia, vai ter o CNPJ cassado”.

Espírito Santo registra 70 roubos de carga neste ano

Nas estradas da Grande Vitória, o roubo de carga chegou a 70 casos investigados na Delegacia de Roubo a Cargas. Um dado que o titular da delegacia Nilton Abdala destoa dos estados vizinhos. Segundo o delegado, neste ano, o Rio de Janeiro chegou a 10 mil roubos de cargas.

“Na visão concreta temos a prisão de mais uma organização criminosa que atuava nas estradas em um ano que temos 70 casos de roubos de cargas. Na parte abstrata vejo que tem empresas de estados limítrofes que estão dando preferência em se instalar no Espírito Santo em função do baixo número de crimes”.

Do ano passado para esse ano, o Estado experimentou uma redução de 15% nesse gênero criminoso. “Ano passado tivemos cerca de 80 casos ainda assim em estados vizinhos o número é bem maior. Vejo a escolha de empresas se deslocarem para cá como mais oportunidades de emprego, circulação de bens. O reforço da lei 10.638/17, que caça Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) de quem compra mercadorias fruto de receptação, está sendo tão efetivo que estados como Minas Gerais estão interessadas em fazer lei estadual parecida”.

 

Reportagem de Tais de Hollanda 

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