Renault transfere ativos para governo e anuncia saída da Rússia

Essa é a primeira grande nacionalização promovida pelo Kremlin em decorrência da guerra | Divulgação/Renault

A montadora francesa Renault anunciou nesta 2ªfeira (16.mai) que fechou acordo com governo russo e irá entregar todas as suas fábricas no país assim como a sua participação na AvtoVAZ, maior fabricante de carros da Rússia e dona da marca Lada, da qual tinha 67,69% das ações. A informação foi confirmada pelo Ministério da Indústria e Comércio da Rússia.

A fabricante enfrentava forte pressão para sair do país em razão da atual guerra na Ucrânia. Tanto a Renault quando o governo russo reiteraram que o grupo pode readquirir sua participação na AvtoVAZ, nos próximos seis anos. A decisão afeta 45 mil funcionários russos da empresa.

“Hoje, tomamos uma decisão difícil, mas necessária; e estamos fazendo uma escolha responsável em relação aos nossos 45.000 funcionários na Rússia, preservando o desempenho do Grupo e nossa capacidade de retornar ao país no futuro, em um contexto diferente. Eu estou confiante na capacidade do Grupo Renault de acelerar ainda mais sua transformação e superar suas metas de médio prazo”, disse Luca de Meo, CEO do Grupo Renault, em comunicado oficial.

Os acordos assinados preveem a transferência de 100% das ações da Renault Rússia para a cidade de Moscou e 67,69% das ações da AvtoVAZ para o estado representado pela FSUE NAMI subordinada ao Ministério da Indústria e Comércio da Rússia. De acordo com o governo russo, as fábricas continuarão a produção de toda a linha de carros Lada nas fábricas da AvtoVAZ, que também realizará serviços de manutenção de carros Renault no mercado russo.

“A transferência de uma participação do Grupo Renault para o estado garantirá a preservação da controlabilidade da AvtoVAZ e a possibilidade de continuidade da operação do empreendimento diante das restrições de sanções. É assim que vamos preservar as competências-chave, o ciclo produtivo e os empregos”, afirmou o ministro da Indústria e Comércio, Denis Manturov.

Essa é a primeira grande nacionalização promovida pelo Kremlin em decorrência da guerra.

Fonte: SBT

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