Trump cancela reunião secreta com líderes do Talibã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (7) o cancelamento de uma reunião secreta prevista para domingo (8) com líderes do Talibã em Camp David, depois de um ataque em Cabul que resultou na morte de um militar americano.

O Talibã “admitiu um ataque em Cabul que matou um de nossos grandes soldados e outras 11 pessoas”, tuitou Trump, decidindo pelo “cancelamento imediato” de uma “reunião secreta” com líderes do Talibã em Camp David e a suspensão das negociações para retirar as tropas americanas do Afeganistão.

Trump planejava reunião secreta com líderes do Talibã — Foto: REUTERS/Carlos Barria

Trump planejava reunião secreta com líderes do Talibã — Foto: REUTERS/Carlos Barria

Trump lamentou que, “para tentar conseguir um falsa vantagem” nas negociações, o Talibã tenha realizado um atentado na quinta-feira. Foi o segundo ataque dos rebeldes em poucos dias na capital afegã, apesar do “acordo de princípio” que o negociador americano, Zalmay Khalilzad, afirmou ter fechado com o Talibã durante negociações em Doha, e que havia apresentado ao presidente afegão, Ashraf Ghani, no começo da semana.

“Que tipo de pessoas matam tanta gente para conseguir uma aparente vantagem nas negociações? Fracassaram. Só conseguiram piorar as coisas!”, tuitou Trump. “Se são incapazes de aceitar um cessar-fogo durante estas negociações de paz tão importantes, e estão, inclusive, dispostos a matar 12 inocentes, é porque, provavelmente, não têm capacidade de negociar um acordo significativo. Por quantas décadas querem continuar combatendo?”

O governo Trump iniciou há um ano negociações diretas e inéditas com o Talibã, que as forças americanas expulsou do poder durante a intervenção militar iniciada após os atentados realizados pelo grupo jihadista Al-Qaeda em 11 de setembro de 2001.

Washington estava prestes a fechar um acordo para permitir o início da retirada progressiva dos cerca de 13 mil soldados americanos mobilizados no Afeganistão em troca de garantias por parte do Talibã de uma redução da violência e do lançamento de negociações de paz diretas com o governo de Cabul, condição que os rebeldes vinham rejeitando até o momento.

Fonte: G1

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