Venda dos Correios e da Codesa vai atingir dois mil servidores no Estado

O governo federal anunciou ontem a ampliação do seu programa de privatizações e concessões. No total, 17 empresas fazem parte da lista de desestatizações, que inclui novos projetos e outros que já estavam previstos. Entre eles, estão a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) e os Correios, o que deve afetar mais de 2 mil servidores no Estado.

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto após uma reunião do presidente Jair Bolsonaro com o conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que reúne as concessões e privatizações. Além de oito empresas para as quais já havia previsão de privatização, a exemplo da Codesa, foram incluídas nove ao programa ontem, como os Correios.

O presidente do Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), Ernani Pereira Pinto, ressaltou que além dos 285 servidores, cerca de mil funcionários avulsos correm o risco de perder o emprego. Paralelo a isso, ele diz que os impactos serão sentidos pela sociedade. “Os preços tendem a aumentar, algumas cargas não serão desembarcadas no Estado, terão que vir por outro modal.”

Contudo, ele frisou que a categoria irá lutar para que a privatização não ocorra, intensificando as conversas no Congresso Nacional, onde o projeto será apreciado. Mas o maior volume de servidores concentra-se nos Correios: são 1.774 empregados efetivos no Estado. No domingo, a categoria faz uma Caminhada em Defesa dos Correios, às 8h30, em Camburi, Vitória.

Estudo

Os estudos para indicar se há condições no mercado para concretizar a venda das estatais serão conduzidos pelo BNDES. A análise também poderá recomendar a manutenção ou extinção da empresa.

Sem falar em prazos, o governo citou outros tipos de concessões. “Incluímos creches, presídios, unidades socioeducativas e parques. Podemos incluir UPAs. Estamos abrindo essas possibilidades”, disse o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Segundo Lorenzoni, a carteira do PPI está estimada em R$ 1,3 trilhão em investimentos, e a estimativa do governo é passar para R$ 2 trilhões com o anúncio de hoje.

Líder da bancada federal capixaba defende decisão do governo

O líder da bancada federal capixaba, deputado Josias da Vitória, é defensor das privatizações sob argumento de que isso significa desenvolvimento do País. No caso dos Correios, ele citou os prejuízos que se arrastam há anos. “É certo que não precisa dar lucro, mas não há possibilidade de manter uma empresa que dá prejuízo.”

Ele também falou sobre a situação dos portos. “Eles não precisam ser públicos. O funcionário vai defender ser servidor público, mas precisamos pensar coletivamente”.

Para o líder da bancada, haverá resistência de alguns parlamentares. “O Congresso tem pautado ações que, no futuro, vão desdobrar em um ambiente muito melhor para negócios, com geração de renda, muito mais empregos.”

Governador

Durante o Fórum IEL Gestão 2019, ontem, o governador Renato Casagrande declarou à imprensa que espera que a Codesa se torne mais capaz de atender as necessidades do Estado e que o novo modelo de gestão atenda também as operações de menor escala, atendendo a todos, sem exclusão.

Fonte: Tribuna

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