Você não fica impressionado com o talento de alguns artistas forenses — aqueles profissionais que se dedicam a reconstruir os rostos de pessoas já falecidas? Pois o trabalho do profissional do qual vamos falar a seguir é especialmente assombroso, uma vez que não se trata de uma reconstrução digital (e sim uma que foi esculpida com o uso de várias técnicas) e parece que o modelo tem vida! Confira: Rainha peruana É um busto de verdade e não uma imagem digital! (National Geographic/Oscar Nilsson) Rainha Wari A surpreendente reconstrução acima foi criada pelo arqueólogo e artista forense Oscar Nilsson, da Suécia, e revela as feições de uma antiga rainha da cultura Wari que foi descoberta por pesquisadores peruanos e poloneses em um mausoléu conhecido como “El Castillo de Huarmey”, situado nos arredores de Lima, no Peru. Ossos humanos Uma das ossadas descobertas na tumba (Newsweek/AFP Photo/Ernesto Benavides) Nesse local, os cientistas encontraram, ao todo, os corpos de 58 mulheres da nobreza e, entre eles, os arqueólogos descobriram a rainha — que se encontrava sepultada em uma câmara separada e foi apelidada de Rainha Huarmey. As análises apontaram que todos os restos mortais pertenciam a indivíduos do povo Wari, uma cultura que existiu no Peru entre os anos 700 e 1000, ou seja, bem antes de os Incas surgirem e dominarem a região. (National Geographic/Robert Clark)(National Geographic/Robert Clark)(National Geographic/Robert Clark)(National Geographic/Robert Clark) (National Geographic/Robert Clark) No caso da rainha, os pesquisadores encontraram uma série de artefatos sepultados com ela, incluindo joias, recipientes, objetos de ouro, um cálice de prata e um machadinho de cobre para fins ritualísticos. E, claro, os arqueólogos coletaram a ossada da mulher — e foi a partir do crânio da nobre que Oscar criou a reconstrução super-realista da foto. Reconstruindo o passado Segundo o artista, para não usar o exemplar original, ele submeteu o crânio a uma tomografia computadorizada para criar uma cópia digital tridimensional — que, por sua vez, foi usada para imprimir uma réplica idêntica ao original. Ele também explicou que, para fazer uma reconstrução, é vital saber detalhes como etnia, idade estimada da pessoa, sexo e peso aproximado. Crânio humano Crânio da Rainha Huarmey (National Geographic/Robert Clark) Oscar sabia que a rainha tinha pelo menos 60 anos quando morreu e, depois de consultar bases de dados contendo informações sobre as culturas e elites da era pré-colombiana — isto é, dos povos que habitavam as Américas antes da chegada dos europeus — e fotos de grupos indígenas que habitam nas proximidades do Castillo de Huarmey, o artista calculou a espessura das estruturas (como músculos, tecido adiposo, pele etc.) que cobriam o crânio da mulher. O arqueólogo, então, posicionou 30 pinos de plástico de tamanhos diferentes em pontos específicos do crânio e começou a “esculpir” o rosto da rainha. Ele recriou os músculos da face, assim como o nariz, o contorno dos olhos e os lábios e, depois de finalizar essa etapa, posicionou os olhos nas órbitas, cobriu tudo com uma camada de “pele” — que foi trabalhada para incluir detalhes como poros e rugas — e fez um molde para produzir uma máscara de silicone. Veja o processo a seguir: (National Geographic/Oscar Nilsson)(National Geographic/Oscar Nilsson)(National Geographic/Oscar Nilsson)(National Geographic/Oscar Nilsson) (National Geographic/Oscar Nilsson) Esse último o passo foi o que permitiu a Oscar conferir tamanho realismo à reconstrução. Para finalizar, ele usou cabelo peruano de verdade — comprado no Peru pelos arqueólogos que descobriram a rainha! — que foram inseridos fio a fio no couro cabeludo do modelo, e colocou réplicas das joias que foram encontradas com ela na tumba em suas orelhas. E sabe quanto tempo ele demorou em concluir o trabalho? Um total de 220 horas! Rainha Huarmey Busto finalizado da Rainha Huarmey (National Geographic/Oscar Nilsson) Aliás, caso tenha passado pela sua cabeça que essas reconstruções não retratam as pessoas como elas realmente eram, vale salientar que, na verdade, os resultados são bastante próximos sim. Tanto que, das vítimas desconhecidas de crimes, cerca de 70% delas são identificadas após a reconstrução forense ser realizada.

Você sabe qual é o animal mais mortal do planeta? Se você pensou em grandes bichos como os tubarões, os elefantes ou os leões, você está muuuuuito errado! Apesar do tamanho, eles matam bem menos do que outros animais que estamos muito mais familiarizados. Confira os 5 mais mortíferos:

5º lugar: Caramujo

É isso mesmo, caro leitor! Nosso ranking começa com o caramujo de água doce, que carrega parasitas que transmitem a esquistossomose, uma doença pra lá de desagradável. Os países mais afetados são os que ficam em regiões tropicais ou subtropicais, como o Brasil, os da África Subsaariana e os do Oriente Médio. Em média, 20 mil pessoas morrem todos os anos em decorrência dessa infecção.

caramujo

4º lugar: Cachorros

Em quarto lugar está um animal que vai te surpreende: o nosso melhore amigo, o cachorro. Apesar de os cães serem uma excelente companhia, eles precisam ser vacinados regularmente, já que são os principais transmissores de raiva para os seres humanos. Essa doença mata mais de 35 mil pessoas por ano em todo o planeta e 99% foi contaminada por mordidas de cães.

cachorro

3º lugar: Cobras

As cobras ocupam o terceiro lugar entre os animais que mais matam seres humanos. São cerca de 100 mil mortes por ano, mas esse número pode aumentar bastante daqui para frente, já que um dos principais antídotos deixou de ser produzido. Esse soro era usado principalmente na África para pacientes que não sabiam que tipo de cobra os picou.

cobras

2º lugar: Seres humanos

O animal vice-campeão em mortes de humanos é justamente o próprio ser human! A ONU estima em mais de 437 mil assassinatos em todo o mundo por ano, tornando a gente mesmo um de nossos piores inimigos. Só perdemos para um bichinho muito pequeno…

guerra

1º lugar: Mosquitos

Os mosquitos costumam incomodar muita gente, só que eles são muito mais perigosos do que imaginamos. Eles matam mais de 750 mil pessoas por ano, transmitindo uma grande variedade de doenças. As principais são a malária, a febre amarela e a dengue. Por isso, sempre fique atento às campanhas de prevenção para não deixar esses pequenos assassinos proliferarem.

mosquito

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