Witzel diz que desabamento na Muzema é ‘retrato da falta de fiscalização do município’

O governador Wilson Witzel atribuiu à Prefeitura do Rio a responsabilidade pelo desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema, no Itanhangá, Zona Oeste do Rio. No evento de assinatura do contrato de permissão de uso do Maracanã a Flamengo e Fluminense, Witzel ressaltou a responsabilidade do poder municipal, apesar de áreas como Muzema terem atuação de milícias.

– Não cabe ao estado fiscalizar. São os municípios. O município tem que olhar se está sendo feita a construção em área irregular. Tem que ir lá e tirar, de forma impositiva. Temos que ser rigorosos. O que estamos assistindo hoje é uma leniência com as construções irregulares. Tem comunidade que as casas estão no quarto, quinto andar. O poder público não está fazendo nada. Essa obra que desabou é retrato da falta de fiscalização por parte do município. O Estado não tem poder de fiscalizar edificações. Essas edificações têm que ser coibidas pelo município – afirmou Witzel.

Como a tragédia tem problemas ligados à segurança pública como pano de fundo, o governador disse que investigações e operações estão em curso com o objetivo de neutralizar a atuação dos criminosos. Witzel fez questão de se dissociar dos milicianos.

– Eu não me associei a nenhuma dessas facções. Meu voto foi recebido pela opinião pública, pelo que apresentamos. Não tenho compromisso com crime organizado. Por isso, vamos combater duramente. Se a área era de milícia, como está sendo dito, nosso governo está combatendo. Estão sendo presos, em Rio das Pedras, por exemplo. Outas operações serão montadas. Na Praça Seca, por exemplo, milícia e o tráfico estão lutando entre si. São áreas muito estreitas. Se chegar a polícia para o confronto, vai ser pior ainda. Estamos estudando uma forma para minimizar o impacto do tiroteio – completou Witzel.

Pouco antes, o governador informou que a Assembleia Legislativa do Rio cedeu 30 blindados para fortalecer as incursões policiais em áreas dominadas por traficantes e milicianos. Dentro desse contexto, Witzel explicou que também há um aparelhamento estratégico da Polícia Civil para fechar o cerco aos criminosos.

– A Polícia Civil já está identificando as milícias. Nós temos uma Polícia Civil que não tinha independência e condições de trabalho. Ela recebeu orientações de como se estruturar para investigar. Os resultados estão começando a aparecer. Nessas áreas dessas construções irregulares, vamos prender e, se necessário, fazer a destruição. Se retirar as pessoas dali, elas têm que ser realocadas em algum lugar. É um problema social. Por isso estamos trabalhando no conceito de moradia social – explicou.

Investimento futuro

Enquanto citava a situação de precariedade em comunidades cariocas, Witzel disse que está nos planos um gasto na casa de R$ 1 bilhão em projetos de saneamento básico na Rocinha e no Vidigal. Outras comunidades, como Rio das Pedras, estão no radar do governo:

– É muito caro, mas vamos fazer. Se olharmos quanto foi gasto com obras superfaturadas, já tinham feito saneamento básico nas comunidades – disse o governador.

Fonte: Extra

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