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Home Economia

Cachaça linharense está sendo produzida com requisitos para exportação

Imprensa Redação por Imprensa Redação
10 de novembro de 2017
em Economia

Se grande parte das pessoas, quando fala em cachaça, logo pensa em um destilado forte, que desce quadrado e queimando, de gosto ruim e que só serve para caipirinhas, logo não devemos generalizar. Existem no mercado, boas cachaças que nunca devem ser comparadas as aguardentes, pingas e outras. Claro que isto está mudando e hoje há cachaças boas e acessíveis, cujas características são o contrário das supracitadas, dignas dos mais apurados paladares.

É o caso da cachaça Princesa Isabel que é produzida na Fazenda Tupã, às margens do Rio Doce, no município de Linhares-ES, em uma região rica pela cultura de cacau e natureza exuberante. Se ainda não está tão conhecida dos linharenses amantes dessa bebida singular, o produto já alcança boa parte do mercado nacional e agora já se prepara para as exportações para países da Europa, como a Alemanha.

Conheça a Produção

O processo produtivo da Cachaça Princesa Isabel inicia no campo com o cultivo das variedades de cana RB7515 e RB5453, perfeitamente adaptadas às nossas terras e condições climáticas. Seus idealizadores afirmam que obedecem a preceitos de uma agricultura equilibrada e integrada, com colheita manual da cana-de-açúcar, sem queimada. O transporte para o alambique é feito com todo o cuidado de segurança e higiene. “Temos o capricho de extrair o caldo em engenho apropriado no prazo máximo de 12 horas. São ações que podem parecer pequenas, mas fazem toda a diferença para que você tenha uma bebida excepcional. Tudo começa na terra. É nela que a arte se sustenta”, asseguram.

​Parte do bagaço é utilizada na caldeira para a produção de calor e o restante para formação de compostagem e complementação de alimentação de bovinos da raça nelore. O vinhoto resultante da destilação da Cachaça Princesa Isabel é armazenado em tanque impermeável, sem qualquer contato com o solo, e posteriormente utilizado na fertilização de pastarias e canavial. “Nossos alambiques de cobre, feitos por encomenda, sempre brilhando, atestam a seriedade com que tratamos o assunto”, justificam.

De acordo com Pedro Henrique de Moraes que figura como divulgador da cachaça Princesa Isabel, ela é produzida às margens do lendário Rio Doce, no município de Linhares- Espírito Santo. Nessa terra onde frutificam matas de cacau se planta e cultiva a cana-de-açúcar para produção artesanal desta cachaça primorosa. O rigor no controle de todo o processo produtivo – sempre de forma sustentável – confere à cachaça Princesa Isabel os aromas e sabores de um destilado superior. “Uma identidade única, constituído pelo rio, proximidade do mar, nossa terra, nossa flora e da capacidade de nossa gente colaboram para a singularidade do produto, feito para ser prazeroso, brindado e apreciado. Tem sabor de liberdade”, afirmou.

“Tem quem não abra mão da tradição, nós também não! Mas sentimos que podíamos dar um passo a mais, dar o nosso toque. E nesse sentido surgiu a cachaça corrupião, uma bebida fina de alambique autêntica, envelhecida em bálsamo, mas com um toque especial de cachaça envelhecida em jaqueira. Isso faz com que, além das características herbais habituais e do aroma de anis marcante ela seja enriquecida com perfume floral e de frutas amarelas”.

Feita da forma tradicional, mas com sotaque capixaba, armazenadas em tonéis de boa qualidade e feitos sob encomenda pelos tanoeiros. Sabor de liberdade é parte da tradição da Princesa Isabel.

Na beira do Rio Doce onde os cultivos de cacau acontecem na forma mais tradicional e sustentável, lá, um certo dia no ano de 2015, uma frondosa jaqueira secular tombou durante um temporal, foi quando o patriarca teve essa grande ideia. Recolheu o tronco caído e levou para que nosso tanoeiro fizesse barris com a madeira. De volta à fazenda Tupã eles foram enchidos de cachaça Princesa Isabel e o resultado foi essa surpreendente e singular bebida.

A produção da mais brasileira das bebidas

A cachaça é produzida a partir da cana-de-açúcar. Esta é cortada e posta numa moenda, onde se extrai o caldo. Dependendo da região, o Brix (teor de açúcar) do caldo é muito alto, e deve ser corrigido com a adição de água. Este caldo entra no processo de fermentação (mosto), quando as leveduras transformam o açúcar em álcool. Neste processo é recomendada a assepsia do local, visto que algumas bactérias podem interferir na qualidade do mosto. Quando o mosto chega a 0 Brix, vai para a destilação.

A destilação das cachaças artesanais ocorre geralmente em alambiques de cobre, mas também pode ser feita em alambiques de inox. O composto resultante da destilação pode ser dividido em três frações: a cabeça, o coração e a cauda. A cabeça e a cauda, primeira e última partes da destilação, possuem componentes tóxicos, e não devem ser consumidas. O coração é a parte nobre da destilação, e (em tese) a parte que deveria ser enviada para armazenamento.

Cachaça Princesa Isabel – Endereço: Estrada Bebedouro x Baunilha – Distrito de Desengano, Linhares – ES, 29900-000 – Telefone: (27) 99663-0102

Tags: cachaca linharescomercio linharesexportaçãollinhares

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