Cachaça linharense está sendo produzida com requisitos para exportação

Se grande parte das pessoas, quando fala em cachaça, logo pensa em um destilado forte, que desce quadrado e queimando, de gosto ruim e que só serve para caipirinhas, logo não devemos generalizar. Existem no mercado, boas cachaças que nunca devem ser comparadas as aguardentes, pingas e outras. Claro que isto está mudando e hoje há cachaças boas e acessíveis, cujas características são o contrário das supracitadas, dignas dos mais apurados paladares.

É o caso da cachaça Princesa Isabel que é produzida na Fazenda Tupã, às margens do Rio Doce, no município de Linhares-ES, em uma região rica pela cultura de cacau e natureza exuberante. Se ainda não está tão conhecida dos linharenses amantes dessa bebida singular, o produto já alcança boa parte do mercado nacional e agora já se prepara para as exportações para países da Europa, como a Alemanha.

Conheça a Produção

O processo produtivo da Cachaça Princesa Isabel inicia no campo com o cultivo das variedades de cana RB7515 e RB5453, perfeitamente adaptadas às nossas terras e condições climáticas. Seus idealizadores afirmam que obedecem a preceitos de uma agricultura equilibrada e integrada, com colheita manual da cana-de-açúcar, sem queimada. O transporte para o alambique é feito com todo o cuidado de segurança e higiene. “Temos o capricho de extrair o caldo em engenho apropriado no prazo máximo de 12 horas. São ações que podem parecer pequenas, mas fazem toda a diferença para que você tenha uma bebida excepcional. Tudo começa na terra. É nela que a arte se sustenta”, asseguram.

​Parte do bagaço é utilizada na caldeira para a produção de calor e o restante para formação de compostagem e complementação de alimentação de bovinos da raça nelore. O vinhoto resultante da destilação da Cachaça Princesa Isabel é armazenado em tanque impermeável, sem qualquer contato com o solo, e posteriormente utilizado na fertilização de pastarias e canavial. “Nossos alambiques de cobre, feitos por encomenda, sempre brilhando, atestam a seriedade com que tratamos o assunto”, justificam.

De acordo com Pedro Henrique de Moraes que figura como divulgador da cachaça Princesa Isabel, ela é produzida às margens do lendário Rio Doce, no município de Linhares- Espírito Santo. Nessa terra onde frutificam matas de cacau se planta e cultiva a cana-de-açúcar para produção artesanal desta cachaça primorosa. O rigor no controle de todo o processo produtivo – sempre de forma sustentável – confere à cachaça Princesa Isabel os aromas e sabores de um destilado superior. “Uma identidade única, constituído pelo rio, proximidade do mar, nossa terra, nossa flora e da capacidade de nossa gente colaboram para a singularidade do produto, feito para ser prazeroso, brindado e apreciado. Tem sabor de liberdade”, afirmou.

“Tem quem não abra mão da tradição, nós também não! Mas sentimos que podíamos dar um passo a mais, dar o nosso toque. E nesse sentido surgiu a cachaça corrupião, uma bebida fina de alambique autêntica, envelhecida em bálsamo, mas com um toque especial de cachaça envelhecida em jaqueira. Isso faz com que, além das características herbais habituais e do aroma de anis marcante ela seja enriquecida com perfume floral e de frutas amarelas”.

Feita da forma tradicional, mas com sotaque capixaba, armazenadas em tonéis de boa qualidade e feitos sob encomenda pelos tanoeiros. Sabor de liberdade é parte da tradição da Princesa Isabel.

Na beira do Rio Doce onde os cultivos de cacau acontecem na forma mais tradicional e sustentável, lá, um certo dia no ano de 2015, uma frondosa jaqueira secular tombou durante um temporal, foi quando o patriarca teve essa grande ideia. Recolheu o tronco caído e levou para que nosso tanoeiro fizesse barris com a madeira. De volta à fazenda Tupã eles foram enchidos de cachaça Princesa Isabel e o resultado foi essa surpreendente e singular bebida.

A produção da mais brasileira das bebidas

A cachaça é produzida a partir da cana-de-açúcar. Esta é cortada e posta numa moenda, onde se extrai o caldo. Dependendo da região, o Brix (teor de açúcar) do caldo é muito alto, e deve ser corrigido com a adição de água. Este caldo entra no processo de fermentação (mosto), quando as leveduras transformam o açúcar em álcool. Neste processo é recomendada a assepsia do local, visto que algumas bactérias podem interferir na qualidade do mosto. Quando o mosto chega a 0 Brix, vai para a destilação.

A destilação das cachaças artesanais ocorre geralmente em alambiques de cobre, mas também pode ser feita em alambiques de inox. O composto resultante da destilação pode ser dividido em três frações: a cabeça, o coração e a cauda. A cabeça e a cauda, primeira e última partes da destilação, possuem componentes tóxicos, e não devem ser consumidas. O coração é a parte nobre da destilação, e (em tese) a parte que deveria ser enviada para armazenamento.

Cachaça Princesa IsabelEndereço: Estrada Bebedouro x Baunilha – Distrito de Desengano, Linhares – ES, 29900-000 – Telefone: (27) 99663-0102

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