‘Ou fala ou os dois morrem’: pais inocentados após morte de filho denunciam coação da Polícia Civil

Os pais da criança de 5 anos, que morreu em Dores do Rio Preto, no Sul do Espírito Santo, que ficaram presos suspeitos de terem matado o filho disseram, nesta terça-feira (26), que foram coagidos pela Polícia Civil e ameaçados de morte para que confessassem o suposto crime. A Polícia Civil informou que a Corregedoria vai apurar o caso.

O casal, Luane Monique de Moura Silva e Adeildo Souza da Silva, ficou preso por 2 anos e 7 meses por suspeita de homicídio, omissão e tortura do filho Artur Moura Silva.

Na época, o inquérito da Polícia Civil enviado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES) apontava que o pai teria agredido o filho com socos e chutes. O laudo da perícia, apresentado durante o Júri Popular, em setembro deste ano, comprovou que Arthur não morreu vítima de agressão, mas por meningite. As manchas pelo corpo foram causadas pela doença. O MPES afirmou que a prisão “foi um erro”.

“Na hora que estavam pegando o depoimento dele [o marido], o delegado colocou uma pistola em cima da mesa e falou: “se você não confessar e não falar o que eu quero fale, que eu estou escrevendo, eu te mato aqui agora. Ou fala, ou vocês dois morrem aqui dentro”, denunciou Luane.

Adeildo revelou que disse para a polícia que não tinha agredido o filho, mas confessou as agressões depois de ser ameaçado pelo delegado.

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