Em resposta a um ofício enviado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo com pedido de autorização para antecipar a aplicação da dose de reforço da vacina contra a covid-19, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou que a medida seja reavaliada. Isso é o que informa a autarquia em comunicado divulgado nesta 6ª feira (3.nov).
No ofício, a SMS solicitou que São Paulo pudesse aplicar a dose adicional em adultos com ciclo vacinal completo há pelo menos quatro meses, o que já está em vigor na capital desde a última 5ª feira (2.nov), quando o governo estadual também anunciou a redução do intervalo de cinco para quatro meses.
Na resposta, porém, mesmo reforçando que as vacinas são a forma mais eficaz de conter a pandemia, a Anvisa disse que há poucos dados sobre a segurança comparativa e imunogenicidade da aplicação dos imunizantes como dose de reforço e que o uso de uma unidade adicional é indicado para pessoas que completaram o ciclo vacinal contra a covid há seis meses.
Segundo a agência, “um período de intervalo menor pode ser considerado desde que seja sustentado por estudos robustos, apoiado por dados epidemiológicos, com adequado monitoramento das reações adversas e com a condução de estudos de efetividade das vacinas”. A Anvisa acrescenta que a prefeitura de São Paulo precisa implementar um programa adicional para monitoramento e a farmacologia do uso das vacinas em desacordo com a bula, ao reduzir o intervalo da dose de reforço.
Ainda de acordo com a autarquia, “não se sabe se os benefícios superam os riscos para o uso de reforço no intervalo de quatro meses para todos os adultos com 18 anos ou mais, independentemente da vacina ofertada e do esquema vacinal primário”. A resposta alerta que reduzir de forma generalizada o intervalo “pode favorecer o aumento e o aparecimento de reações adversas desconhecidas”.
Fonte: SBT











