Após 3 anos de queda, exportações têm alta no Espírito Santo

No primeiro semestre, vendas ao exterior somaram US$ 4,5 bi

No primeiro semestre, vendas ao exterior somaram US$ 4,5 bi
No primeiro semestre, vendas ao exterior somaram US$ 4,5 bi

Após três anos de quedas no valor exportado e importado pelo Espírito Santo, os números do primeiro semestre deste ano mostram crescimento. Se entre janeiro e junho do ano passado, o Estado importou US$ 2,066 bilhões e exportou US$ 3,632 bilhões, no mesmo período deste ano entraram no Estado US$ 2,504 bilhões e saíram US$ 4,579 bilhões.

No primeiro semestre de 2015, foram exportados US$ 6,15 bilhões contra US$ 7,16 nos primeiros seis meses de 2014. Em relação às importações, nesse período de 2014 entraram US$ 4,28 bilhões e, em 2015, US$ 3,29 bilhões. Os dados são do Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex).

Entre os destaques, está o crescimento das exportações do minério e de produtos de ferro e aço, além do petróleo. Nas importações, o aumento da compra de carvão mineral, matéria-prima para siderúrgicas, explica o presidente do Sindiex, Marcilio Machado.

“As exportações de minério e de aço tiveram um crescimento principalmente por causa do preço. Mas, olhando para os produtos siderúrgicos, de janeiro a junho, está havendo um crescimento continuado das exportações. Para exportar mais, precisa produzir mais e precisa de mais insumo”.

O economista Eduardo Araújo avalia que a paralisação da Samarco trouxe impacto para a pauta de exportações. “Se a Samarco estivesse em operação, o Estado poderia produzir e exportar em torno de 45% a mais do que hoje. Essa queda de US$ 3,2 bilhões em 2014 para US$ 700 milhões, em 2016, tem impacto profundo da Samarco”.

Por outro lado, diz ele, a metalurgia tem apresentado uma melhoria significativa, até mesmo comparado com anos sem crise econômica. “Estamos saindo do fundo do poço. Dados mostram que fatores como o bom preço de commodities e o bom comportamento de consumo na China influenciam mais até do que o consumo interno na retomada da economia capixaba”.

Já a doutora em Economia e professora da Fucape, Arilda Teixeira, observa que o reaquecimento da economia do Estado só virá pelo investimento em capacidade de produção. “Por enquanto, a reação da economia é através da ocupação da atividade instalada, que estava ociosa. Os sintomas de retomada ainda são muito tênues”.

Principais produtos do Comércio exterior

Importação

Carvão, combustíveis e óleo minerais

2014: US$ 433,7 milhões

2015: US$ 517,8 milhões

2016: US$ 335,2 milhões

2017: US$ 844,9 milhões

Automóveis, tratores e peças

2014: US$ 779,7 milhões

2015: US$ 675,5 milhões

2016: US$ 260,9 milhões

2017: US$ 243,8 milhões

Máquinas e veículos para movimentação de cargas

2014: US$ 521,5 milhões

2015: US$ 238,9 milhões

2016: US$ 151,1 milhões

2017: US$ 158,1 milhões

Exportação

Minério de ferro

2014: US$ 3,23 bilhões

2015: US$ 2,34 bilhões

2016: US$ 764,7 milhões

2017: US$ 1,09 bilhão

Produtos de ferro e aço

2014: US$ 405,7 milhões

2015: US$ 904,6 milhões

2016: US$ 694,4 milhões

2017: US$ 1,07 bilhão

Petróleo

2014: US$ 1,08 bilhão

2015: US$ 759,5 milhões

2016: US$ 239,7 milhões

2017: US$ 590,7 milhões

Valores referentes aos primeiros semestres

Fonte: Gazeta Online

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