Disputa pelo tráfico fez vários moradores deixaram a comunidade. Agora, entidades se unem para retomar a sensação de paz e pedir mais policiamento no local
Com a ideia de revitalizar o bairro, entidades do Morro da Piedade, em Vitória organizaram uma programação cultural na região neste domingo (2). Após uma guerra pelo controle do tráfico, que fez vítimas e expulsou moradores da região, a comunidade se une para que a vida volte ao normal.
A programação incluiu futebol no campo da Fonte Grande, roda de samba, feijoada e oficinas. Os torneios de futebol, que eram tradição no bairro, deixaram de acontecer por causa da violência. Agora, a comunidade quer retomar as competições, que já foram atração imperdível no local.
“Todo mundo do morro subia. Nós não deixávamos de praticar esporte por causa da violência. Hoje, nós estamos fazendo de tudo para resgatar com esses jovens o espírito esportivo, deixando a violência de lado”, disse o professor Valdecir Santos.
O objetivo da programação, segundo os organizadores, é resgatar a sensação de paz e promover a integração da comunidade.
“A intenção é fazer com que a comunidade se integre, socialize, circule pelo espaço que é dela, mas circular sem medo, com felicidade, com alegria. E esse momento de futebol com música, dança e comida potencializa esses encontros no sentido de favorecer a cultura de paz. A gente vai fazer com que essa marca negativa seja superada com ações coletivas” disse Jocelino Júnior, do Instituto Raízes.
Outro objetivo, segundo o Instituto, é cobrar a presença da polícia na região. Eles pedem mais policiamento no cotidiano da comunidade e também o posto fixo da Polícia Militar.
Os eventos foram pensados e organizados por entidades como a Escola de Samba Unidos da Piedade, Instituto Raízes da Piedade, Cineclube Afoxé, Árvore Casa das Artes, a Organização Piedade Unida e o Movimento Comunitário da Fonte Grande.
As entidades continuam em reunião com a prefeitura de Vitória para revitalizar os espaços comunitários, como o telecentro e a quadra, que estão sendo reformados.
Já a base da Polícia Militar prometida pelo Governo do Estado ainda não teve seus trabalhos iniciados. A gestão estadual desapropriou uma casa na parte baixa do morro, mas que ainda não teve qualquer intervenção.
PM
Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou que a Polícia Militar mantém presença permanente no local com equipes da força tática do primeiro batalhão e com patrulhas ostensivas a pé.
Uma base móvel comunitária está fixada 24 horas por dia na região, todos os dias da semana, segundo a PM.
Sobre a base fixa da Polícia Militar, a secretaria disse que o local para a instalação da base seguirá critérios técnicos, de inteligência policial e poder de visibilidade. A negociação para aquisição do imóvel está em andamento e o local para a instalação da base já foi escolhido e depende de detalhes burocráticos para que possa começar a funcionar, informou a Sesp.
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