Artista plástico utiliza o pó preto para produzir quadros como forma de protesto contra a poluição

“Eu comecei a fazer isso em 1997, quando foi iniciado o processo de privatização da Vale. A ideia era fazer um registro daquilo que nós já havíamos sofrido com relação à poluição”, explicou o artista Kleber

O artista plástico Kleber Galvêas cria telas, que são doadas para o Museu da Memória de Vila Velha. (Foto: Dayana Souza)

A matéria-prima para a arte feita pelo artista plástico Kleber Galvêas não falta. No lugar de tintas, há 21 anos ele utiliza o pó preto para produzir quadros como forma de protesto contra a poluição que aflige toda a Grande Vitória.

“Eu comecei a fazer isso em 1997, quando foi iniciado o processo de privatização da Vale. A ideia era fazer um registro daquilo que nós já havíamos sofrido com relação à poluição”, explicou.

Segundo ele, a expectativa naquela época era de que a situação iria melhorar, já que o governo poderia exercer a função de fiscalizar.

“Como a poluição estava aumentando, decidimos fazer no ano seguinte (o quadro) e constatamos que a obra ficou mais escura que a anterior”, explicou o artista. A ação faz parte do projeto “A Vaca, a Vale e a Pena”.

Atento aos temas atuais, a última tela traz duas urnas eleitorais, colocando de um lado o voto limpo e, do outro, o voto sujo.

“Abordamos isso devido às eleições. No ano passado, por causa da Assembleia Legislativa, desenhamos uma bigorna com o nome de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) e o povo embaixo dela”.

Debate

A poluição no ar da Grande Vitória será assunto de um debate na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O Ciclo de Palestras em Qualidade do Ar em Ambiente Urbano é promovido em parceria com a ONG Juntos SOS ES Ambiental.

Um dos temas abordados será a rede de monitoramento da Grande Vitória, segundo o presidente da ONG, Eraylton Moreschi Junior.

“Essa rede trabalha há mais de 13 anos e só tem 50% dos dados operando. Como vai ser feito um plano de controle do ar sem uma medição confiável? Só vemos o quadro piorar, mesmo com os números do Iema (Instituto Estadual de Meio Ambiente) dizendo o contrário”.

Fonte Tribuna Online.

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