
Brasília (DF) – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (18) um novo aumento na taxa básica de juros da economia brasileira. Com a alta de 0,25 ponto percentual, a Selic passa de 14,75% para 15% ao ano, atingindo o maior patamar desde 2006.
A decisão surpreendeu parte do mercado, que esperava a manutenção da taxa. Segundo o comunicado oficial do Copom, o aumento tem como objetivo conter a pressão inflacionária que ainda persiste, apesar das medidas anteriores de aperto monetário.
“O ambiente externo segue volátil e a inflação doméstica continua resistente, especialmente nos setores de serviços e alimentos. O comitê entende que é necessário manter a política monetária contracionista para garantir a convergência da inflação à meta no médio prazo”, diz o texto divulgado após a reunião.
Impactos no dia a dia
Com o novo aumento da Selic, o custo do crédito fica ainda mais alto, o que pode afetar financiamentos, empréstimos e o consumo das famílias. Ao mesmo tempo, a remuneração de investimentos atrelados à taxa, como Tesouro Selic e CDBs, também tende a subir.
Para os analistas econômicos, o ciclo de alta deve estar próximo do fim, mas a sinalização do Banco Central ainda é de cautela.
O que é a Selic?
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela serve como referência para todas as outras taxas cobradas no país, como as de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras. Quando a Selic sobe, o objetivo principal é conter a inflação.











