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Bolsonaro abandona médicos cubanos em Cachoeiro-ES

Nunes por Nunes
21 de março de 2019
em Geral

Cinco cubanos, três homens e duas mulheres vivem de favor na cidade de Roberto Carlos

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) prometeu amparar os médicos cubanos que optassem por ficar no Brasil, mas não cumpriu até o momento. O programa Mais Médicos foi desativado pelo Governo Federal para os médicos estrangeiros e o Ministério da Saúde não abriu inscrições para reintegrar os profissionais de Cuba, conforme previa-se.

Cinco médicos cubanos estão abandonados em Cachoeiro de Itapemirim-ES depois que seus contratos foram rescindidos . Estão passando necessidades, próximos de passar fome. Não se trata apenas de trabalho na área da medicina, mas de questão humanitária. O governo brasileiro, não importa a cor partidária, é responsável por esse descaso.

O Secretário da Casa Civil, Carlos Manato, informou que de fato tem conhecimento de “alguns que ficaram perdidos” e que só existem duas soluções: fazer prova do Programa “Validar” ou ser contratado no Mais Médico pela Prefeitura local. Entretanto, enquanto o Ministério da Saúde não abrir inscrições, a segunda hipótese não pode ser legitimada.

A Secretária Municipal de Saúde, Luciara Botelho, disse que tem conhecimento da situação de penúria dos cinco cubanos. “É uma situação, de fato, degradante. A gente esperava que o Ministério da Saúde abrisse as inscrições para a gente contratar, mas não abriram. Eles, tenho conhecimento, estão vivendo de favor em Cachoeiro-ES, algo absurdo porque deram sua cota de sacrifício aqui como médicos. Não podemos desconhecer isto”, esclarece.

O Governo Federal, a bem da verdade, joga toda responsabilidade para o Município, mas não instrumentaliza, legalmente, a forma de abrigar os cubanos. Um paliativo, imediato, seria uma força tarefa da Prefeitura de Cachoeiro-ES, unindo a Secretaria de Governo, a Secretaria de Desenvolvimento Social e a Secretaria de Saúde, para acolher os cinco médicos em contratos temporários para exercerem outras funções dentro da própria estrutura como auxiliares de médicos ou na área de enfermagem. A secretária de Saúde estaria disposta a isso.

A culpa é do Governo Federal, mas os médicos cubanos estão passando necessidade no Município em que serviram até bem pouco tempo. O prefeito Victor Coelho (PSB), que não tem responsabilidade, pode ofertar uma saída humanitária para esses profissionais que ficaram para trás. Cada dia é um martírio para essas duas mulheres e três homens cubanos que podem ir de médicos a mendigos, caso não haja intervenção pública.

Cinco médicos cubanos procuram a redação da FOLHA, em desespero

Fonte: folhadoes.com

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