Cadeeso garante que não fará campanha para nenhum candidato na eleição deste ano

 

A Convenção das Assembleias de Deus do Estado do Espírito Santo (Cadeeso), com um potencial eleitoral de mais de 500 mil votos, garante que mudou a postura e não irá manifestar preferência por candidatos isoladamente em 2018, como ocorria em anos anteriores. .

O eleitor pertencente a congregações filiadas à entidade será orientado a votas por meio de uma cartilha que será distribuída aos seus pastores, sem, no entanto, se prender a qualquer candidato. “A cartilha será distribuída aos ministros (pastores), com ênfase na defesa dos valores da família”, informou o presidente da Comissão Política da Cadeeso, Antônio Gutemberg.

 A decisão, como aponta, foi uma das primeiras medidas adotada pelo presidente empossado no início de fevereiro, Arnaldo Candeias, mudando a postura do seu antecessor, Oscar de Moura, que se empenhava abertamente em campanhas eleitorais nos 14 anos em que esteve à frente da entidade.

Essa prática transformou a Cadeeso em um núcleo de atração da classe política. Este ano não foi diferente. Por lá já andaram o ex-governador Renato Casagrande (PSB), pré-candidato ao governo; o vice-governador, César Colnago; o senador Magno Malta e a esposa, a cantora Lauriete, ambos do PR; entre outros.

Gutemberg  afirma que essa decisão pretende mudar a imagem da entidade, embora isso não impeça que seus fiéis se candidatem ou façam campanha eleitoral. “Na convenção de julho o assunto será formalizado entre os pastores”, avisou.

Arnaldo Candeias, o novo presidente, derrotou Oscar Moura em uma campanha cuja articulação foi atribuída, no mercado político, ao ex-deputado Jurandy Loureiro, que seria candidato a deputado federal ou ao Senado, o que o presidente da Comissão Política nega.

Na eleição de 2014, Moura protagonizou episódios polêmicos e alvos de críticas dos próprios fiéis, quando fez campanha declarada nas igrejas e pediu votos para seus candidatos, inclusive com distribuição de panfletos e números de urnas. Na época, ele articulou apoios até entre grupos adversários, do governador Paulo Hartung e Casagrande, para tentar eleger deputado o filho, também pastor, Oséias de Moura, pelo PRB. No entanto, o projeto familiar não obteve êxito.

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