Câncer de próstata: o que todo homem deve saber sobre a doença

Problema causa a morte de cerca de 14 mil homens por ano no Brasil

Sai o rosa de outubro, entra o azul de novembro, mês destinado à conscientização sobre um tipo de câncer que leva à morte cerca de 14 mil homens no Brasil todos os anos: o câncer de próstata.

A doença, que começa de forma silenciosa, afeta mais da metade dos homens acima de 50 anos de idade, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Só em 2016, foram 61,2 mil casos no país.

Para se prevenir, a orientação é a mesma dada em relação aos outros tipos de câncer: os cuidados devem começar cedo. E não se deve esperar um sinal de que algo está errado para procurar um médico.

Chances de cura

De acordo com o urologista Carlos Henrique Segall Júnior, se a doença for descoberta no início, as chances de cura chegam a até 95%: “Geralmente, os sintomas só aparecem na fase avançada da doença. Por isso é tão importante esta campanha do Novembro Azul, que chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce.”

Mesmo sem sentir nada, todo homem precisa ir a um urologista uma vez por ano para fazer os exames, como destaca Bruno Baracho, médico urologista e membro da SBU-ES. “Ele deve ir ao médico uma vez ao ano a partir dos 50 anos ou a partir dos 45 anos, se tiver histórico familiar”.

Quando há sinais, diz Baracho, é um indício de que a doença já está se espalhando no organismo. “Dificuldade para urinar, sangue na urina ou uma dor pélvica, por exemplo, indicam que o câncer já está em um estágio mais avançado”, observa.

A detecção desse câncer é feita inicialmente por meio de dois exames: o de sangue, chamado PSA, e o toque retal. “Os dois exames devem ser feitos juntos para aumentar as chances de se detectar a doença precocemente”, afirma o urologista.

Consequências

O câncer de próstata traz consequências sérias para a vida do homem, prejudicando muito sua qualidade de vida. “Pelo menos 30% vão ter incontinência urinária, e 80% podem ficar impotentes”, cita Baracho.

Sem falar que a doença atinge a fertilidade do homem, impedindo-o de ter filhos. “Na cirurgia para remover o tumor, retiramos toda a próstata e as vesículas seminais. A produção do líquido seminal é afetada. O homem fica infértil”, diz o médico.

Fertilidade

“A quimioterapia e a radioterapia atacam as células que produzem os espermatozóides”, completa Giuliano Bedoschi, especialista em reprodução humana. Por isso, ele indica que se o homem ainda desejar ter filhos após o tratamento do câncer, pode ser uma boa ideia pensar em congelar espermatozóides ou embriões antes. (Com informações do Estadão)

Gazeta Online

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