Segundo o delegado Valter Barcelos, os veículos estão na rua por causa da falta de espaço no pátio da delegacia.
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Dezenas de veículos apreendidos lotam as vagas de estacionamento próximo ao Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Linhares, no Norte do Espírito Santo, há mais de dois anos. Os veículos estão na rua por causa da falta de espaço no pátio da delegacia.
O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) informou que, em 2017, fez acordo com a Polícia Civil para que os carros fossem levados para um pátio na Serra, mas todas as vagas já foram ocupadas. A reportagem questionou se há previsão de criar vagas ou credenciar um pátio em Linhares, mas ainda não foi respondido.
“Esse transtorno vem, em média, de dois anos e meio a três, porque foi mais ou menos quando encerrou o contrato com o pátio que nós tínhamos. Existe um pátio lá em Alterosas, na Serra, mas nós não temos como deslocar os nossos veículos para lá, assim como o estado não tem como vir aqui buscá-los”, falou o delegado Valter Barcelos.
Por falta de espaço, até os carros oficiais da polícia ficam estacionados na rua. O único pátio que fica em Linhares recebe somente ocorrências da Polícia Rodoviária Federal (PRF-ES).
“A demanda de furto e roubo aumentou muito, e a Polícia Civil vem fazendo um trabalho de combate a esse tipo de crime. Então, concomitantemente, acabou com várias apreensões de veículos. No ano passado, apreendemos, de uma vez, 53 veículos”, disse Barcelos.
Os donos são notificados e têm prazo de três meses para buscar os carros, mas muitos não aparecem e a situação se prolonga.
O Detran explicou que, desde 2015, reestruturou a forma de guardar os veículos, conforme o Código de Trânsito Brasileiro. Por isso, os carros apreendidos em ocorrências criminais devem ser levados para o pátio que fica na Serra.
Para o delegado, o Detran teria que retomar o convênio com o pátio, para receber os veículos novamente. “Precisamos que seja feito esse contrato, seja locado o pátio, para que nós possamos abrigar esses veículos e que se aplique o contrato. Se o proprietário não retirar o carro em três meses, que possa ir a leilão”, destacou o delegado.











