Deficiente visual é preso acusado de estuprar dois sobrinhos em Vila Velha

Segundo a polícia, ele já ficou preso por quase dez anos por cometer diversos crimes

Deficiente visual negou que tenha estuprado os sobrinhos, em Vila Velha. Foto: Jornal A Tribuna
Deficiente visual negou que tenha estuprado os sobrinhos, em Vila Velha. Foto: Jornal A Tribuna

Após denúncia anônima, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), conseguiu prender um deficiente visual, de 42 anos, acusado de estuprar e abusar sexualmente de dois sobrinhos, de 10 e 14 anos de idade, em um bairro de Vila Velha. Uma denúncia registrada em 30 de janeiro levou a Polícia a investigar o fato.

De acordo com a polícia, o caso só foi divulgado depois que uma irmã da vítima flagrou o ato sexual entre o deficiente visual e seu filho, de dez anos. A testemunha, que desconfiou que os dois estavam sozinhos dentro de um quarto, deu uma volta na casa e descobriu o caso pela janela. O menino contou para a polícia que chegou a ganhar um carrinho de controle remoto, para não falar sobre o estupro com a família.

Sobre a menina de 14 anos, que também foi abusada pelo tio, o delegado responsável pela DPCA, Lorenzo Pazzolini, explicou que a vítima afirmou que era forçada a manter relações e recebia ameaças.

A segundo a polícia, o acusado já ficou preso por quase dez anos, condenado por roubo, furto, estupro e formação de quadrilha. No bairro onde mora, ele chegou a afirmar para algumas pessoas que estava estuprando os próprios sobrinhos e que, por este motivo, já teria sido ameaçado de linchamento.

“Um cidadão como este não pode e não merece ficar solto. Não tem condições de conviver em sociedade. Já foi condenado, cumpriu pena e ainda assim abusa de dois sobrinhos. Pra mim é um monstro”, afirmou o delegado.

Apresentado à imprensa, o acusado negou os estupros, afirmando que “a família não gosta dele e por isso estava o denunciando”. Ele confirmou que ficou preso por quase dez anos pelos crimes de roubo, furto e formação de quadrilha. Quando questionado sobre a condenação por estupro, ele afirmou que “só iria falar quando estivesse com um juíz”.

Detido em prisão temporária, o deficiente visual, que é casado e tem um filho de seis anos, será levado para o Presídio de Xuri, em Vila Velha.

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