Dia do Farmacêutico: um profissional essencial ao SUS

Esta quinta-feira (20) é o Dia do Farmacêutico. A Secretaria da Saúde (Sesa) homenageia esses profissionais essenciais ao Sistema Único de Saúde (SUS) capixaba. Em depoimentos, usuários das unidades das Farmácias Cidadãs Estaduais mostram a importância dos farmacêuticos para as suas vidas. Profissionais que, além do trabalho humanizado perante à sociedade, realizam atividades envolvendo pesquisa e desenvolvimento do fármaco, produção, controle e garantia da qualidade do medicamento para os usuários.

É com muito carinho que João Pereira da Rosa, de 81 anos, fala do atendimento recebido por esses profissionais na Farmácia Cidadã Metropolitana, em Cariacica. De acordo com o usuário, o contato com os farmacêuticos da unidade é constante e acontece há exatos 11 anos, após realizar uma cirurgia no coração e iniciar a retirada na Farmácia Cidadã dos medicamentos que são essenciais para a saúde dele.

“Eu tive a oportunidade de me comunicar com muitas pessoas. Desde que comecei a conhecer melhor os farmacêuticos, me senti muito feliz. Sempre digo da importância do amor na farmácia e agradeço a todos por serem tão atenciosos comigo”, disse Rosa.

A lojista Franciellen Roncetti, de 34 anos, também destaca a atenção recebida pelos farmacêuticos no serviço público, sendo para ela como um ponto importante e que faz toda diferença durante o atendimento.

“Há 14 anos, me tornei mãe de uma menina chamada Maria Eduarda. Ela nasceu com alguns problemas de saúde e foi um momento muito complicado. Eu não tinha esperança de manter um tratamento adequado para ela. Mas fui acolhida na Farmácia Cidadã de Vila Velha com muito carinho pelas farmacêuticas que trabalham ali e voltei a ter esperança no tratamento da minha filha”, contou relatou Franciellen Roncetti.

Esses são relatos que tornam ainda mais gratificante o serviço prestado pelos profissionais. De acordo com a gerente Estadual de Assistência Farmacêutica (GEAF), Maria José Sartório, é por meio do cuidado que o farmacêutico coopera com a equipe de saúde, para que o paciente possa obter o melhor benefício terapêutico. “Ele também ajuda na menor exposição aos riscos associados ao uso do medicamento, contribuindo para isso acontece de forma racional no sistema de saúde”, ressaltou.

Já para a coordenadora da Farmácia Cidadã Metropolitana de Cariacica, Maria Cipriano, o carinho recebido e o “ser farmacêutico” faz do dia mais especial. “Em nossa jornada, buscamos atender com amor, dignidade e de forma humanizada toda a população. Há pacientes que chegam e, no decorrer do tratamento, conseguem uma melhora significativa. Depois, deixam seus relatos da nova vida”, destacou.

 

Mais de um milhão de atendimentos em 2021 nas Farmácias Cidadãs Estaduais

Só em 2021, os farmacêuticos das Farmácias Cidadãs Estaduais realizaram cerca de 1,2 milhão de atendimentos, um aumento de, aproximadamente, 11%, se comparado ao ano de 2020.

Atualmente, são 103 profissionais trabalhando na promoção, prevenção e recuperação da saúde nas 14 unidades das Farmácias Cidadãs, de norte a sul do Estado, como em Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica (Metropolitana), Cachoeiro de Itapemirim, São Mateus, Colatina, Nova Venécia, Linhares, Venda Nova do Imigrante, Aracruz, Castelo, Guaçuí e Itapemirim.

Outros 32 farmacêuticos atuam em atividades igualmente essenciais na Gerência Estadual de Assistência Farmacêutica, realizando a aquisição e armazenamento de medicamentos, gestão de estoque, análise de processos de solicitação de medicamentos, coordenação das Farmácias Cidadãs, mandados judiciais etc. São variadas atividades executadas pelos profissionais, com a finalidade de disponibilizar medicamentos de qualidade para os usuários das 14 unidades das Farmácias Cidadãs Estaduais.

 

Uma atividade também essencial no dia a dia dos hospitais estaduais

Além disso, o trabalho do farmacêutico não está ligado apenas às farmácias. A atividade do profissional de Farmácia é uma das essenciais para o dia a dia do cuidado e atenção ao paciente que se encontra internado nas unidades hospitalares estaduais.

Para Ana Paula Leite, que atua há um ano no Hospital Estadual de Urgência e Emergência “São Lucas” e também trabalha como farmacêutica no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), é importante mostrar para a sociedade as diferentes áreas de atuação do farmacêutico como forma de poder valorizar a profissão. “Muitos acham que o farmacêutico trabalha apenas nas farmácias convencionais, mas as possibilidades são inúmeras. Na área hospitalar, além de agir diretamente na área clínica, nós podemos também contribuir com a logística e a distribuição. É um universo”, explicou.

Atuando no Hospital “São Lucas”, Vinícius Brinati Torres Oliveira comentou que compartilha do mesmo sentimento de Ana Paula leite, de que atuação hospitalar traz também um grande desafio profissional. “Sempre quis fazer Farmácia, mas não me via em um hospital, só que quando a oportunidade surgiu e eu entrei na farmácia clínica, passei a gostar muito. Agora não imagino uma outra profissão ou área que me faça mais realizado”, contou.

Segundo o farmacêutico Heverton Caliman Campos, que atua no Hospital Estadual Central, trabalhar para o bem-estar das pessoas é desafiador. “O paciente é o foco principal na assistência farmacêutica e propor ações que permitam qualidade na prestação de serviços impactam de maneira positiva na vida dele. O perfil do farmacêutico hospitalar tem que ser dinâmico para tomar decisões, ser comunicativo e proativo, e para atuar em parcerias com as equipes multiprofissionais”, complementou.

No Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, a farmacêutica Gilsilene Rodrigues da Silva contou que a profissão ajuda a transmitir amor e empatia. “É uma doação. É mais do que cuidar de feridas e doenças, é transmitir amor e empatia para cada indivíduo. São doses diárias do melhor remédio que podemos oferecer, o amor, a compaixão e esperança”, disse.

Já Érica Santos Vicentini Lorencini, farmacêutica do Hospital Estadual Antônio Bezerra de Faria, afirmou que sua profissão é valorizar a vida e cuidar da saúde do próximo. “É fazer da profissão um meio de disseminar orientação e empatia”, completou.

 

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