Estelionatário foi preso acusado de dar golpes de venda de terrenos em Linhares

A polícia ainda não sabe quantas pessoas foram vítimas de Thiago.

Thiago Félix, de 25 anos, vendeu terrenos que na verdade pertenciam ao comerciante Alexandre José Ferreira. Ele foi preso tentando aplicar mais um golpe

Linhares – Um rapaz de 25 anos, suspeito de estelionato, foi preso na quinta-feira (23), no bairro Três Barras, em Linhares. De acordo com a polícia, ele vendia lotes que não lhe pertenciam, ficava com o dinheiro das pessoas e simplesmente desaparecia.

Uma das vítimas, avendedora Márcia Muniz, deu a loja que tinha, no valor de R$ 30 mil, como parte do pagamento de um lote. Isso aconteceu há um ano e até agora, nem sinal do terreno.

“Meu sentimento é de revolta. Foram anos de trabalho, um patrimônio que eu adquiri com o meu trabalho. Não foi roubando ninguém, não foi lesando o patrimônio de ninguém, foi com o meu suor, para depois uma pessoa vir e te roubar dessa forma. É muito triste”, disse.

O comerciante Alexandre José Ferreira é dono de um loteamento e teve lotes vendidos sem nem saber do negócio. “Começaram a aparecer pessoas no meu escritório dizendo que tinham comprado alguns lotes. Pedi que eles entrassem com uma ação na Polícia Civil, para dar queixa de estelionato”, contou.

Thiago Félix Comparti Penha, de 25 anos, era quem vendia os terrenos. Pelo menos cinco pessoas procuraram a Delegacia de Linhares dizendo serem vítimas do estelionatário. Ele foi preso enquanto fazia acordos de compra e venda para dar mais um golpe.

O delegado Valter Barcelos disse que já havia denúncias contra Thiago, por isso já existia um mandado de prisão contra ele. “Já estávamos atrás dele porque já havia sido expedido o mandado de prisão por prática de estelionato majorado. Algumas pessoas nos procuraram e expedimos o mandado, mas ele estava foragido na cidade de Linhares. As vítimas mantinham contato com ele”, explicou.

A polícia ainda não sabe quantas pessoas foram vítimas de Thiago. Quem identificá-lo deve procurar a delegacia. “Todos serão ouvidos. Não vamos tentar fazer ressarcir o dano causado, isso é área cível, mas vamos fazer com que ele pague pelo crime que cometeu”, disse o delegado. G1 ES.

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