Ex-companheira do suspeito de ter atirado na médica, teme pela segurança do filho deles de 3 anos

A ex-companheira de Dhionatas Alves Vieira, suspeito de ter atirado na médica Milena Gottardi Frasson, prestou depoimento na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na tarde desta quarta-feira (27). Segundo o advogado de Dionathas, Leonardo da Rocha de Souza, que acompanhou a jovem na delegacia, ela disse que esteve com o suspeito pouco antes dele ser preso, no último dia 16, e que o rapaz não apresentou alteração em seu comportamento.

“Ela contou que esteve com o Dionathas no sábado, dois dias depois do crime, e que ele levou ela e o filho para Timbuí, em Fundão, onde eles moravam. Segundo ela, o Dionathas estava normal e não sentiu nenhuma reação diferente por parte dele. Logo depois disso, o Dionathas foi preso”, contou o advogado.

Ainda de acordo com Leonardo, a jovem foi questionada pela polícia se Dionathas havia deixado alguma coisa na casa dela naquele dia. “Na verdade, a polícia estava na dúvida se ela estaria guardando a arma do crime e ela disse que não. Até o momento, essa arma ainda não foi localizada”, disse.

O advogado ressaltou ainda que a jovem teme pela vida do filho do casal, de apenas 3 anos. “Ela tem medo de que alguém possa querer atingir o Dionathas naquilo que lhe é de maior valor, que é seu filho. Por isso, ela já mudou a criança de escola e está morando com ela em outro endereço”, afirmou.

Transferência

Também nesta quarta-feira Dhionatas foi transferido de cela, na unidade prisional de Guarapari, e agora divide o mesmo espaço com o cunhado Bruno Broetto, também suspeito de envolvimento no crime – ele é apontado pela Polícia Civil como a pessoa que roubou a moto utilizada pelo executor no dia do assassinato de Milena.

Na segunda-feira (25), Dhionatas assinou um documento declarando que não sofre nenhum tipo de ameaça e que não tem interesse em ser transferido da unidade prisional. Ele está preso no Centro de Detenção Provisória de Guarapari desde a última quinta-feira (21).

Com a intenção de garantir a segurança do cliente dentro da unidade, no dia seguinte o advogado Leonardo da Rocha de Souza protocolou um pedido de proteção a testemunhas, na 1ª Vara Criminal de Vitória. Segundo o advogado, na tarde desta quarta-feira a Justiça determinou que a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) adote medidas para garantir a integridade física do suspeito na prisão.

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