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Home Política

Governo quer antecipar para terça votação do parecer da Previdência na CCJ, diz líder

Nunes por Nunes
10 de abril de 2019
em Política

Votação estava prevista inicialmente para quarta-feira (17), mas governo vê risco de baixo quórum por causa do feriado da Semana Santa.

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), disse nesta quarta-feira (10) que o governo quer antecipar para terça-feira (16) a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara do parecer da reforma da Previdência.

A votação estava prevista inicialmente para quarta-feira (17), mas o governo teme haver quórum baixo nesse dia por causa feriado de Páscoa.

“A gente começa a discussão na segunda, invade a noite se for preciso, e, na terça, a gente vota, nem que seja de madrugada”, disse Hasselmann, após participar de uma reunião com integrantes de diferentes partidos para definir os procedimentos regimentais para a semana que vem.

Segundo ela, a ideia é “liquidar essa fatura na terça”. “O problema é que tem o feriado na quinta. A gente não quer correr o risco daquelas viagenzinhas prolongadas, daí não dá quórum. Na previsibilidade, a gente vai adiantar aí esse dia. Porque, caso dê algum probleminha, a gente ainda tem algumas horas de quarta-feira. Mas a gente quer liquidar essa fatura na terça”, disse.

Partidos de oposição, por outro lado, pressionam para que a votação seja na quarta-feira.

Na reunião com os partidos, foi fechado um acordo parcial com a oposição para, na fase de discussão na CCJ, não haver a apresentação do chamado “kit obstrução”, que são recursos previstos no regimento com o objetivo de adiar a sessão.

No entanto, o deputado José Guimarães (PT-CE), que é um dos vice-líderes da minoria, explicou não ter acordo sobre a etapa de votação. Segundo ele, a oposição estaria disposta a não fazer obstrução se a votação ficasse para quarta-feira, mas o governo não se manifestou.

“Foi feita uma sugestão pela oposição de a votação ser quarta. Sem obstrução. O governo não decidiu se topa ou não, quer fazer na terça. Daqui até lá, nós vamos dialogar para fazer o melhor debate e transparente para o Brasil inteiro, que é isso o que o Brasil espera de nós aqui”, disse Guimarães.

A falta de consenso sobre o dia da votação pode acabar com todo o acordo. De acordo com o deputado Darcísio Perondi (MDB-RS), um dos vice-líderes do governo na Câmara, a base vai insistir para que a votação aconteça na terça.

Caso o governo sinta que tem maioria na comissão para antecipar o fim da discussão, pode fazer isso depois de dez oradores terem falado.

“Nós queremos [votar] terça, e sem obstrução. Se não, nós vamos encerrar isso [discussão] já segunda no meio da tarde. Fim da tarde, encerramos a discussão”, afirmou Perondi.

O presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), disse esperar que governo e oposição se entendam até o fim desta semana. Ele ressaltou que a sua preferência é pela votação na terça-feira e que poderia tomar sozinho a decisão de marcar a data se não houver consenso.

Parecer

O parecer do relator, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), apresentado na noite de terça (10), é favorável à tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) enviada pelo governo Jair Bolsonaro.

A votação do relatório, porém, foi adiada para a semana que vem após ser concedido pedido de vista (mais tempo para análise) pelo prazo de duas sessões do plenário.

Na CCJ, os deputados vão analisar apenas se a PEC fere algum princípio constitucional. Se o texto for aprovado, a discussão do conteúdo será feita em uma comissão especial, ainda a ser criada.

Considerada prioritária pela equipe econômica para sanar as contas públicas, a PEC mexe nas regras de aposentadoria de servidores e trabalhadores da iniciativa privada.

Procedimentos

Na reunião entre os coordenadores de bancada da CCJ, foram definidos os procedimentos regimentais que deverão ser seguidos para a discussão e votação do parecer da Previdência.

Em troca de não haver obstrução pela oposição na discussão, governistas, que são maioria na comissão, se comprometerem a não apresentar um requerimento para antecipar o encerramento dos debates.

Com isso, todos os deputados integrantes da comissão que se inscreverem poderão discursar.

Tempo de discussão

Para acelerar um pouco os debates, o tempo que cada um terá para falar foi reduzido: membros da comissão (titulares ou suplentes) disporão de até dez minutos (o regimento permite até 15 minutos) e não-membros, de até cinco minutos (pelas regras, poderiam falar até dez minutos).

Também se decidiu limitar a 20 o número de não-membros que poderão se inscrever.

Em razão de a semana ser mais curta devido ao feriado de Páscoa, serão convocadas reuniões para segunda, terça e quarta – normalmente as reuniões são marcadas a partir de terça.

Fonte: G1

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